Professores manifestam-se à chegada de Marcelo a Santa Maria
25 de out. de 2017, 17:49
— Lusa/AO online
Os
manifestantes, que se apresentaram vestidos de preto, empunhavam uma
faixa negra na qual estava inscrito "Somos mais de 3.700 professores
prejudicados na RAA [Região Autónoma dos Açores]". O
chefe de Estado ouviu da parte de um dos manifestantes, António
Anacleto, as razões do protesto, prometendo ver o que se trata, mas
salientando que esta é uma matéria da competência dos órgãos próprios da
Região Autónoma dos Açores. "Contamos
com a vossa ajuda para resolver isto", disse António Anacleto a Marcelo
Rebelo de Sousa, que cumprimentou depois cada uma das pessoas que
participava no protesto. Antes, ao ser convidado a assinar uma
petição na sexta-feira na ilha de São Miguel, o chefe de Estado declarou
que "recebe petições, não assina petições". Na sexta-feira, deu
entrada na Assembleia Legislativa Regional uma petição, subscrita por
quase quatro mil pessoas, a exigir a regularização da carreira dos
professores nos Açores, que terá sido penalizada pelas últimas alterações ao estatuto da carreira docente. O
documento foi entregue à presidente do parlamento açoriano, Ana Luís,
por António Anacleto, primeiro subscritor da petição, que pretende
"recuperar" três anos da carreira docente, que foram alegadamente
esquecidos na última alteração legislativa, prejudicando mais de 3.700
professores da região. "O objetivo da petição é a introdução da
norma transitória que existia no estatuto da carreira docente de 2009,
que nos permitia a recuperação de três anos de serviço, num índice que
deixou de existir nessa carreira", porque foi, entretanto, abolida na
alteração ao estatuto em 2015, explicou na ocasião António Anacleto. Hoje, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, iniciou em Santa Maria a visita ao grupo oriental do arquipélago dos Açores, que termina no sábado em São Miguel.