Professores hoje em greve contra OE2023
2 de nov. de 2022, 09:45
— Lusa/AO Online
A greve foi convocada por sete organizações
sindicais, incluindo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a
Federação Nacional da Educação (FNE), que exigem a valorização da
carreira docente, o combate à precariedade e a necessidade de promover o
rejuvenescimento do setor.A greve
coincide com a ida do ministro da Educação, João Costa, ao parlamento
para ser ouvido no âmbito da discussão na especialidade do OE2023, que
prevê 6,9 mil milhões de euros para o ensino básico e secundário e
administração escolar.Para as estruturas
sindicais que representam os professores, este valor é, no entanto,
insuficiente e representa o que consideram o subfinanciamento do setor.
Por outro lado, consideram também que o OE2023 deixa por responder
vários problemas.As reivindicações são
comuns e incluem medidas que tornem a profissão mais atrativa, o fim das
vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, o combate à precariedade, a
criação de estímulos para atrair professores para zonas com falta de
profissionais e a recuperação do tempo de serviço congelado.Recentemente,
os sindicatos têm-se manifestado também contra o novo regime de
mobilidade por doença, que foi revisto em junho, introduzindo um
conjunto de critérios que limitam a transferência de professores.O
protesto acontece também numa altura em que decorre o processo negocial
do regime de recrutamento e mobilidade de docentes, havendo uma
proposta concreta do Ministério da Educação que já foi rejeitada pelas
organizações sindicais.Em causa, está a
possibilidade de os diretores escolares contratarem diretamente uma
parte do seu quadro docente, tendo em conta o perfil dos docentes.Além
da greve, a Fenprof convocou para o mesmo dia uma concentração em
frente à Assembleia da República a partir das 15:00, uma hora antes do
início da audição de João Costa.A FNE vai promover iniciativas com dirigentes sindicais em várias escolas do país, durante a manhã.Há
duas semanas, o ministro da Educação disse, a propósito da greve, que
cabe aos sindicatos o papel de reivindicar e ao Governo compete
“continuar o investimento na educação”, assegurando que Portugal tem
registado um crescimento continuado e consolidado nas despesas com o
setor.