Professores e Governo voltam hoje a sentar-se à mesa para negociar descongelamento
15 de dez. de 2017, 08:24
— Lusa/AO Online
A reunião está
marcada para as 10:00, na sede da Direção-Geral de Educação, em Lisboa, e
vai sentar à mesa todas as estruturas sindicais que assinaram a
declaração de compromisso a 18 de novembro: Federação Nacional dos
Professores (Fenprof), Federação Nacional de Educação (FNE) e os oito
sindicatos mais pequenos reunidos na Frente Sindical de Professores. Essencial
para todos os sindicatos é que o Governo se comprometa a contabilizar
para efeitos de progressão na carreira todo o tempo de serviço que
esteve congelado – nove anos, quatro meses e dois dias, como têm
repetidamente enunciado – mas do lado do executivo o discurso tem sido
vago sobre a matéria.No
final de novembro, numa visita a escolas em Braga, o ministro da
Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou que as negociações com os
professores se fariam “com balizas claras” e com “muita
responsabilidade”. O
tempo que vai demorar a reposição salarial referente ao
reposicionamento na carreira é outro dos temas importantes em
negociação, tendo ficado já assente que começa em 2018 mas apenas
termina no final da próxima legislatura, uma vez que o peso orçamental
da progressão dos professores é elevado. O Governo estimou em 650 milhões de euros o custo de um descongelamento e reposicionamento total de forma imediata.A
declaração de compromisso não traduz ainda qualquer medida das matérias
em negociação, mas a secretária de Estado Adjunta e da Educação,
Alexandra Leitão – que ao lado da secretária de Estado da Administração e
Emprego Público, Fátima Fonseca, liderou as primeiras negociações com
os sindicatos – afirmou na madrugada de 18 de novembro que o compromisso
assinado era “um modelo responsável e financeiramente sustentável”.A
Fenprof, uma das estruturas mais representativas dos professores, já
alertou o Governo que 2018 poderá ser um ano de luta nas ruas e de
greves se das negociações que hoje se iniciam não saírem acordos.