Professores dos Açores querem prioridade na vacinação
Covid-19
30 de abr. de 2021, 14:25
— Lusa/AO Online
De
acordo com o SDPA, o Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) “não
está a fazer bem feito, nem está a fazer o que deve ser feito, com os
professores”, sendo isso “incompreensível”.“Num
momento em que se anunciou a retoma das aulas presenciais, na ilha de
São Miguel, o SDPA reitera a sua preocupação e lamenta a forma como o
Governo dos Açores não reconhece a necessidade de os professores e
educadores de infância terem acesso prioritário às vacinas. Esta é uma
necessidade premente e absolutamente essencial para o SDPA”, refere a
estrutura sindical em comunicado de imprensa.Segundo
o sindicato, o estatuto político-administrativo autonómico serve, nos
Açores, para criar uma “discriminação negativa no modo como os docentes
estão a ser reconhecidos, comparativamente ao restante território
nacional, em que todos os professores e educadores de infância estão
entre os que têm acesso prioritário às vacinas contra a covid-19”.Para
o SDPA, é “inconcebível a decisão de obrigar os profissionais de
educação a assumirem o exercício das suas funções em regime presencial
sem que se salvaguardem todas as condições de segurança e saúde”.Por
isso, lamenta que o Governo dos Açores se ponha “à margem” da vacinação
dos trabalhadores de educação realizada em todos os níveis de ensino no
continente e na Madeira e que permitiu “um clima de maior segurança e
confiança no regresso ao ensino presencial”.O
Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), o outro sindicato
representativo dos docentes na região autónoma, salvaguarda que, no
continente e na Madeira, foram já vacinados a “maioria do pessoal
docente e não docente”, sendo que “a alteração aos planos iniciais do
Governo da Madeira e da República deve-se, essencialmente, ao
reconhecimento, por parte dos peritos, que as deslocações dos pais e
alunos e o convívio escolar representavam um risco acrescido na
propagação da doença”.O SPRA considera
“urgente a vacinação dos docentes e não docentes do sistema educativo
regional, iniciando-se o processo na ilha de São Miguel e,
posteriormente, nas restantes ilhas”.“O
plano de vacinação do pessoal docente e não docente deve iniciar-se o
mais brevemente possível devendo estar concluído no início do próximo
ano letivo. Só a concretização deste desiderato poderá permitir a
normalidade do novo ano letivo”, considera a estrutura sindical.A
primeira fase do plano de vacinação contra a Covid-19 nos Açores está
“praticamente concluída”, faltando apenas doentes acamados e outros que
ainda não foi possível contactar, revelou na quinta-feira o diretor
regional da Saúde.“Esta semana ficará
praticamente concluída a primeira fase do processo de vacinação, com
exceção de alguma vacinação ao domicílio, que ainda decorre,
naturalmente das recusas que foram acontecendo a algumas pessoas que
foram contactadas, e ainda em número significativo como sabemos, e
também de pessoas que não atenderam o telefone quando foram
contactadas”, afirmou Berto Cabral, numa conferência de imprensa, em
Angra do Heroísmo.