Professores convocam greve nacional para 02 de novembro
20 de out. de 2022, 11:14
— Lusa/AO Online
Federação Nacional dos
Professores (Fenprof), Federação Nacional da Educação (FNE), Sindicato
Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), Associação Sindical de
Professores Licenciados (ASPL) e Sindicato Nacional dos Professores
Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU), entre outras
plataformas, exigem a valorização da carreira docente, o combate à
precariedade e a necessidade de promover o rejuvenescimento do setor.De
acordo com as várias estruturas sindicais associadas aos professores e
educadores, que já submeteram o pré-aviso de greve, foi escolhido o dia
02 de novembro para fazer coincidir a greve nacional com a intervenção
do ministro da Educação, João Costa, na Assembleia da República, em
defesa da proposta orçamental para o setor no próximo ano.“É
este subfinanciamento, que se está a tornar crónico, que impede a
melhoria das condições de trabalho nas escolas, a melhoria das condições
de aprendizagem dos alunos e, no caso dos profissionais docentes, que
impede a tomada de medidas que confiram atratividade à profissão,
levando os jovens professores a abandonarem, os jovens que concluem o
secundário a não procurarem os cursos de formação de docentes e os mais
velhos a ansiarem pelo momento da sua aposentação”, referiu em
comunicado a Fenprof.Já a FNE apelou à
criação de estímulos para atrair professores para zonas mais
desfavorecidas ou com falta de profissionais, à conclusão do processo de
recuperação do tempo congelado e ao respeito pelos limites do tempo de
trabalho, além da substituição do atual modelo de avaliação de
desempenho. Na nota enviada às redações, o sindicato adiantou também que
vai promover regionalmente outras iniciativas e que já pediu reuniões
aos grupos parlamentares.Por sua vez, o
SINDEP justificou o uso da “legítima arma da greve” na expectativa de
que leve o Ministério da Educação a “voltar à mesa para uma verdadeira
negociação e não para um mero ‘faz de conta que negociamos’”. A
estrutura sindical criticou ainda a ausência de uma medicina de trabalho
para o setor e a resposta com a criação de mais de 7.000 juntas médicas
para avaliar a legitimidade das baixas entre os docentes.A
ASPL lembrou que Portugal fica aquém das metas de investimento no
ensino observadas pela OCDE e que deveriam ser aumentadas as verbas para
eliminar o défice no custo anual de formação dos alunos e na carreira
docente, enquanto o SPLIU defendeu um processo negocial sério com a
tutela, resumindo: “Este é o momento de os educadores e professores
retomarem a união e assumirem o seu descontentamento de forma unida”.