Proença obtém só sete votos e falha eleição para o Comité Executivo da UEFA
3 de abr. de 2025, 12:16
— Lusa/AO Online
Em Belgrado, no 49.º
congresso da UEFA, o novo líder da FPF, antigo presidente da Liga
Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e ex-árbitro, foi mesmo o
candidato menos votado entre as 55 federações nacionais.Para
alcançar a nomeação, Proença necessitava no mínimo de 28 votos, mas
somou apenas sete, de acordo com os resultados divulgados pelo próprio
presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, e ficou bem longe do
objetivo de continuar a representar o futebol português no Comité
Executivo.“O futebol português saiu
derrotado. Perderam os jogadores, perderam os treinadores, perderam os
árbitros, perderam os dirigentes, perderam os clubes, perderam as
associações distritais, perderam as associações de classe, perdeu a
Liga. Perdemos todos”, disse Pedro Proença, em declarações
divulgadas no site oficial da FPF.Proença
foi um dos 11 candidatos aos sete assentos de membros masculinos para os
mandatos de quatro anos e tentava suceder a Fernando Gomes, antigo
presidente da FPF, que esteve no Comité Executivo entre 2013 e 2025.“Deixo
uma garantia que, em 2027, num contexto mais favorável, e com todos
imbuídos do mesmo sentimento e unidos pelo mesmo objetivo, iremos
colocar o futebol português no lugar que é nosso por direito próprio. O
futebol português tem de estar representado nas mais altas instâncias
do futebol internacional”, acrescentou o dirigente de 54 anos.Além
de Fernando Gomes, Francisco Cazal Ribeiro (1968), Antero da Silva
Resende (1984-1992) e Gilberto Madaíl (2007-2011) foram os outros
representantes lusos no órgão da UEFA. O
italiano Gabriele Gravina e o alemão Hans-Joachim Watzke foram
reconduzidos para mais quatro anos e vão ter a companhia do holandês
Frank Paauw, do croata Marijan Kustić, do finlandês Ari Lahti, do
estónio Aivar Pohlak, do arménio Armen Melikbekyan e da norueguesa Lise
Klaveness, que foi a única candidata à quota feminina.Além
de Proença, Hugo Quaderer, do Liechtenstein, Dominique Blanc, da Suíça,
e Cezary Kulesza, da Polónia, também falharam a eleição.O
Comité Executivo tem o poder de adotar regulamentos e tomar decisões
sobre os assuntos que não se enquadram na jurisdição do Congresso da
UEFA ou de outro órgão, devendo supervisionar a administração, definir a
estrutura organizacional do organismo ou aprovar o plano de negócios
anual.