Produtores de leite esperam “estabilização” em 2018 sem “grandes alterações” de preços
19 de dez. de 2017, 17:05
— Lusa/AO online
“Para
o ano esperamos que […] este ciclo positivo chegue ao fim. Não sabemos
se vai terminar em janeiro ou fevereiro, mas, realmente, há uma
tendência de estabilização do mercado em certos produtos, como, por
exemplo, é o caso da manteiga”, disse Fernando Cardoso.Conforme
indica o representante da Fenalac, 2017 foi um ano “bastante positivo”
em termos de crescimento e evolução a nível global, seguindo Portugal
essa tendência de uma forma “muito mais tímida”. Para 2018, é espectável
que “esse ciclo positivo” chegue ao fim. “São
ciclos normais de mercado. [Por exemplo], a manteiga atingiu valores
muito elevados e, obviamente, que quem compra este produto começa, de
alguma forma, a retrair-se. À partida, os sinais que nós temos até agora
são, relativamente, normais”, explicou. A
partir do dia 01 de janeiro os produtores passarão a estar obrigados a
incluir um selo que certifique a origem do leite utilizado nos produtos
lácteos, não se prevendo para já as implicações dessa medida. “A
legislação prevê que todo o leite usado na produção de produtos lácteos
em Portugal terá que ter essa origem na etiquetagem. Portanto, seja um
pacote de leite, um queijo, um iogurte, tudo o que for produzido em
Portugal, passa a ter, obrigatoriamente, a indicação do leite que deu
origem a esse produto”, referiu. Para
Fernando Cardoso, esta “é uma medida positiva”, que permite comprovar
os produtos nacionais, podendo o consumidor fazer uma escolha mais
informada. “Houve
uma fase de adaptação dos operadores, para não haver desperdício. As
embalagens antigas podem ser utilizadas até ao primeiro dia de 2018”,
indicou. Porém,
o secretário-geral da federação sublinha que não é possível prever se a
medida trará efeitos positivos para a produção nacional e para o
rendimento dos consumidores.