Produção eólica aumenta 28% e regista melhor setembro de sempre
2 de out. de 2017, 16:13
— Lusa/AO online
De acordo com dados da gestora da rede
elétrica, o índice que mede a produtibilidade eólica atingiu 1,22, que é
o maior registado num setembro, que normalmente é o mês com menor
produção eólica. Apesar do recorde na produção eólica, as fontes
renováveis apenas abasteceram em setembro 33% do consumo de eletricidade
e saldo exportador, devido à reduzida produção hidroelétrica, dado o
período de seca que o país atravessa. Nas não renováveis, que
abasteceram os restantes 67% do consumo nacional, continua a destacar-se
a produção a gás natural com 38%, enquanto as centrais a carvão
abasteceram os restantes 28%. Em setembro, o consumo de
eletricidade aumentou 0,2% face ao período homólogo do ano anterior, que
corresponde a um crescimento de 3,2% considerando a correção dos
efeitos de temperatura e número de dias úteis. Este crescimento ficou em
linha com o verificado nos últimos meses. No final de setembro a variação cifrava-se 0,2%, ou 1,2% com correção de temperatura e dias úteis. Nos
primeiros nove meses, a produção renovável abasteceu 41% do consumo
mais saldo exportador, com as centrais hidroelétricas a representarem
12% do consumo, as eólicas 22%, a biomassa 5% e as fotovoltaicas 2%. A
produção não renovável abasteceu os restantes 59% do consumo, com as
centrais a gás natural a representarem 34% e as centrais a carvão 25%. O
saldo exportador registado de janeiro a setembro equivale a 9% do
consumo nacional. No mercado de gás natural mantém-se a tendência
de crescimento, quer no segmento de produção de energia elétrica, quer
no segmento convencional tendo-se registado em setembro uma variação
global homóloga de 14%. No final de setembro, o consumo de gás
natural apresenta uma variação acumulada de 34%, resultado de um
crescimento de 121% no mercado elétrico e de 5% no mercado convencional.