De
acordo com o IVV, “os dados recolhidos nas Declarações de Colheita e
Produção atestam uma diminuição do volume, com um total de 6,8 milhões
de hectolitros (hl), representando um decréscimo de 8% face à campanha
2021/2022. No entanto, em comparação com a média das cinco campanhas
anteriores, verifica-se um aumento de produção de 2%”.Entre
os fatores responsáveis pela diminuição de produção, o instituto
destaca “a falta de água e as ondas de calor verificadas durante o ciclo
vegetativo, que acentuaram o ‘stress’ hídrico e térmico”.Os
valores agora apurados confirmam a tendência publicada em julho na
previsão de vindima emitida, em que se estimava uma redução de 9% na
colheita relativamente à anterior campanha.O
IVV avança que, “na generalidade, as produções por região registam uma
quebra de produção face à campanha anterior”, salientando as regiões dos
Açores, das Terras de Cister, das Terras da Beira e de Trás-os-Montes,
que apresentaram reduções superiores a 20%.Pelo
contrário, as regiões do Minho e da Beira Atlântico destacaram-se por
terem obtido aumentos de produção face a 2021/2022 superiores a 10% (11%
e 12%, respetivamente)”.As produções
declaradas como aptas a Denominação de Origem (DO) e Indicação
Geográfica (IG) continuam dominantes, atingindo nesta campanha 91% da
produção nacional.