Produção de milho com prejuízos na ilha das Flores devido à tempestade Helene
19 de set. de 2018, 16:51
— Lusa/AO online
“Em
relação aos milhos de silagem, principalmente, estamos com perdas
significativas porque os milhos estavam prontos a ensilar, estavam muito
pesados e, com o vento que se fez sentir de sábado para domingo, os
milhos viraram e estão a dar muito trabalho na colheita e a produção vai
ser muito mais baixa”, assegurou Valter Câmara à agência Lusa.O
representante dos agricultores florentinos considera que “a situação é
complicada”, sendo que há sobretudo prejuízos na zona de “Santa Cruz,
Lajes e Caveira”, da ilha das Flores, devido ao “vento de quadrante
sul”.Valter
Câmara diz que, para já, não é possível fazer a contabilização de
prejuízos, apesar de estimar que sejam “significativos”.“Temos
plena consciência que existem prejuízos na questão da produção e que
existem muitos prejuízos na questão da colheita porque as pessoas vão
ter um trabalho muito superior relativamente ao que estavam realmente à
espera (…) Não há volta a dar. É tentar colher os milhos o mais rápido
possível para que eles não se estraguem mais do que já estão e não há
outra solução”, disse.Por
outro lado, a chuva “veio ajudar à seca” porque os “terrenos estavam
com falta de água” ajudando na “produção de erva” para alimentar o gado.Contudo, Valter Câmara considera que “não será suficiente” para assegurar alimento no inverno.“Já
é tarde para fazer colheitas, para se fazer reservas para o inverno. Na
questão da produção (de erva) para a atualidade, com estas chuvas, vai
melhorar. As ervas estão a crescer e as pastagens estão a melhorar, mas
vamos ter sempre um inverno complicado porque na altura de se fazer as
colheitas e as reservas para o inverno verificou-se seca e não tínhamos
produção de erva para recolher”, disse.Valter
Câmara diz que essa falta de alimento para os animais, por falta de
“reservas”, deverá verificar-se “a partir de Outubro, Novembro” quando a
“produção de erva começar a diminuir”.“Quando
se chegar ao início do inverno vai sentir-se a falta do alimento que
deveria ter sido colhido durante o verão e que não foi porque não
existia”, sublinhou.