Procuradoria-Geral da República alerta para burla informática em nome da Autoridade Tributária
Hoje 17:43
— Lusa/AO Online
Segundo
a página da PGR na Internet, “trata-se de uma campanha criminosa por
via da qual, ardilosamente, os criminosos pretendem convencer as vítimas
de que têm uma dívida à Autoridade Tributária, a qual está pendente de
pagamento”, esquema que tem vindo a ser detetado e denunciado desde as
últimas semanas de março.“O método
criminoso consiste na remessa de mensagens escritas, por telefone ou por
via de correio eletrónico, para as potenciais vítimas”, refere a PGR,
acrescentando que as mensagens “são remetidas de forma indiscriminada e
massiva, para inúmeros destinatários”, sendo “usados cartões telefónicos
de redes nacionais, frequentemente com o número chamador oculto ou
cartões telefónicos pré-pagos”.As
mensagens encaminham a vítima para um ‘link’, onde a mesma “pode
consultar os detalhes” e o texto sublinha que tal pagamento é necessário
“para evitar penhora”. “Com esta
formulação, pretendem os criminosos levar à reação urgente a esta
mensagem, precipitando o pagamento impulsivo e pouco refletido de um
valor”, alerta a PGR, acrescentando que, no passado, foram identificadas
campanhas da mesma natureza, reclamando o pagamento de falsas dívidas à
EDP, à Segurança Social, ao SNS e à própria AT. Segundo
a PGR as mensagens incluem dados para o pagamento por via do sistema
bancário, através das caixas Multibanco (ATM) ou ‘homebanking’, mas este
esquema agora detetado “é mais sofisticado e agressivo”.A
PGR explica que, “uma vez acedida esta página fraudulenta, num primeiro
momento, é solicitado à vítima que ali introduza o seu Número de
Contribuinte e o seu código pessoal de acesso. Inseridos estes, é
exibida uma outra página, da qual consta existir uma dívida, sendo
indicado o respetivo valor e a forma de pagamento (dados para pagamento
em caixas ATM ou por via de homebanking). Além disso, é referido, de
forma destacada que o pagamento ‘Expira hoje’, sendo providenciado um
botão com a menção ‘Pagar Agora’ e também graficamente salientado ‘Evite
Apreensão’ e que ‘o montante deverá ser pago, podendo resultar em
processo de execução fiscal e penhora de bens’”.A
PGR adianta que foi em concreto identificada uma destas páginas falsas
registada num endereço pertencente ao Registrar Porkbun LLC
(https://porkbun.com/), um servidor que providencia alojamento de
conteúdos em nuvem, com sede em Sherwood, Oregon, Estados Unidos, mas
gerido pelo Registrant Private by Design, LLC (https://private.design/),
com sede em Sanford, Carolina do Norte, EUA. Este
último é um fornecedor de serviço especializado em garantir privacidade
aos seus clientes: faculta aos mesmos a navegação na Internet mantendo
ocultos e confidenciais os respetivos nomes, número de telefone e
endereço, entre outros dados pessoais.