Procura de licores dos Açores duplica no final do ano com o Natal
10 de dez. de 2018, 21:00
— Lusa/AO Online
Eduardo
Ferreira refere, em declarações à agência Lusa, que as vendas crescem
em função da tradição dos açorianos de "enriquecerem as suas mesas"
durante a quadra festiva com os "licores tradicionais" da região, mas
também por via da compra para oferta a familiares e amigos residentes no
continente e nas comunidades de emigrantes radicadas nos Estados Unidos
e Canadá.A
unidade fabril, localizada no concelho da Ribeira Grande, ilha de São
Miguel, produz, entre outros, o tradicional licor de maracujá, desde
1936, um dos mais premiados de Portugal, com seis medalhas de ouro a
nível internacional.É
produzido na ilha de São Miguel a partir da polpa fresca de maracujá
regional, sem recurso a corantes ou conservantes, respeitando-se a sua
fórmula original, criada em 1936, segundo o empresário. Contudo,
o licor de maracujá "já foi ultrapassado" nas preferências do
consumidor pelo creme de whisky, sendo neste momento 16 os produtos
feitos pela fábrica, que possui um espaço de exposição que exibe
garrafas de licor, cremes, aguardentes, vinho abafado e até compotas.Eduardo
Ferreira refere que a fábrica de licores pretende agora "promover uma
aposta na exportação para Cabo Verde" e investir na cana de açúcar para
produção de rum, que é gerada anualmente com recurso à sua exploração e
através da importação.Para
o empresário, a razão do sucesso das vendas - que também aumentaram
consideravelmente por via do acréscimo do turismo nos Açores - está
radicada na “qualidade dos produtos”, assistindo-se a alterações na
procura por via do surgimento de clientes mais jovens com outro perfil
de consumo.Para
ir ao encontro das novas tendências de consumo, o empresário vai
promover uma aposta na produção de vodka a partir do excedente de batata
nos Açores, o que considera será “uma mais valia para a região”.“Há
pessoas a produzirem vodka falsificada quando temos todas as condições
para produzir produtos de qualidade nos Açores. Isso cria uma má
imagem”, considera o empresário, que aponta o facto de os produtores de
batata passarem a ter “mais uma saída” em termos de escoamento do seu
produto, que "muitas vezes acaba podre, no lixo".