Processo em tribunal não impede lançamento de concurso diz Atlânticoline
13 de nov. de 2024, 09:46
— Rafael Dutra
A ação em tribunal colocada pela Navaltagus, empresa que
integra o consórcio que venceu o concurso para a construção dos dois
navios elétricos, com fundos do Plano de Recuperação (PRR), e que
recusou assinar contrato, não irá colocar em causa o lançamento de novo
concurso, por parte da Atlânticoline, para avançar com a adjudicação
destas embarcações, indicou fonte da empresa ao Açoriano Oriental. De
acordo com esta mesma fonte, a prioridade da Atlânticoline, neste
momento, é a de lançar um novo concurso para a construção destas
embarcações, que deverá ser lançado “o quanto antes”.Questionada
sobre o processo em tribunal, fonte da empresa pública açoriana afirma
que qualquer situação deste tipo deve ser “encarada com a maior
seriedade e resolvida da melhor maneira”.“Quando declarámos a
caducidade do ato de adjudicação a este consórcio, estávamos convictos
de que estávamos a fazê-lo em conformidade total com a legislação
aplicável. Trabalhámos com a tutela, com o gabinete jurídico também.
Portanto, munimo-nos de todas as ferramentas judiciais que conseguimos
para ter a certeza que dávamos passos seguros, quanto a isso estamos
descansados“, sustenta a fonte.Recorde-se que a presidente do
Conselho de Administração da Atlânticoline, Isabel Dutra, em entrevista
ao Açoriano Oriental, revelou que o consórcio vencedor do concurso para a
construção dos dois navios elétricos, com fundos do PRR, Transinsular e
Navaltago, depois da adjudicação “solicitou alterações no prazo de
entrega e nas características técnicas dos navios, alterações essas que
contrariavam o caderno de encargos”, razões que levaram à empresa
pública açoriana a não aceitar essas alterações.