"Até final do mês, contamos concluir a fase de investigação e instrução do processo" contra o BCP, disse Constâncio na comissão de inquérito parlamentar à supervisão financeira.
"Deles sairão coimas e provavelmente vários casos de inibição de funções no sector bancário", acrescentou.
A esta fase de instrução do processo segue-se uma fase de contraditório, em que as entidades "colectiva e individuais envolvidas" têm 15 dias para contestar e apresentar testemunhas.
As investigações em curso por parte do Banco de Portugal, recorde-se, dizem respeito às mesmas matérias que levaram já a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e entregar um relatório na Procuradoria Geral da República (PGR) e que em relação às quais estavam já a decorrer investigações por parte da Direcção Central de Investigação e acção Penal.
As investigações dizem respeito á utilização pelo BCP de sociedades com sede em paraísos fiscais, as designadas empresas off-shore, e também por pequenos investidores para compra de acções do banco financiados pela própria instituição em condições que podem configurar crimes de manipulação de manipulação do mercado, entre outras infracções puníveis.