Processamento de pedidos de subsídio de mobilidade passa de 30 para três dias
Hoje 16:36
— Lusa/AO Online
“Reduzimos
de 30 para três dias o processamento” dos pedidos, disse Hugo Espírito
Santo, reconhecendo no entanto que ainda há "temas para resolver” no
funcionamento do sistema.As declarações
foram feitas na comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação,
onde o governante destacou os avanços operacionais da plataforma, numa
altura em que o SSM conta com uma adesão crescente.De
acordo com dados apresentados pelo ministro das Infraestruturas,
Miguel Pinto Luz, o apoio já tem quase 30 mil inscritos na plataforma,
tendo sido processados cerca de 1,4 milhões de euros em reembolsos,
relativos a aproximadamente cinco mil viagens, o que representa um
aumento de 45% face à semana anterior.Criado
em 2015, o SSM prevê a atribuição de um reembolso a residentes,
residentes equiparados e estudantes das regiões autónomas dos Açores e
da Madeira, que resulta da diferença entre o custo elegível da passagem
aérea, paga na íntegra pelo passageiro, e a tarifa máxima suportada pelo
residente, definida por portaria.O Governo pretende agora alterar o modelo, eliminando a necessidade de os passageiros adiantarem o custo total das viagens. “Foi
compromisso do Governo que até ao verão apresentaríamos uma solução
para que os açorianos e os madeirenses não necessitassem de adiantar a
totalidade do valor das suas viagens”, afirmou Miguel Pinto Luz, dizendo
estar convicto de que será possível antecipar esse prazo.O
ministro garantiu ainda que, com a solução a desenvolver, “nenhum
cidadão vai ter de adiantar um único euro”, sublinhando que a medida
visa reforçar a coesão territorial e assegurar condições de mobilidade
equivalentes entre o continente e as regiões autónomas.Atualmente,
nos Açores a tarifa máxima suportada pelos residentes nas viagens de
ida e volta para o continente é de 119 euros, sendo de 89 euros para
estudantes, com um limite de 600 euros no custo elegível das passagens.Já
nas ligações entre a Madeira e o continente, a tarifa máxima é de 79
euros para residentes e de 59 euros para estudantes, com limites de 400
euros no caso da ilha da Madeira e de 500 euros para o Porto Santo.Entre
os dois arquipélagos, os residentes pagam no máximo 79 euros e os
estudantes 59 euros, com um teto de 600 euros no custo elegível das
viagens.