Procedimento de alienação lançado até final de junho, reitera executivo
SATA/Privatização
29 de mar. de 2019, 13:24
— Lusa/AO Online
O
Governo dos Açores anunciou na quinta-feira ter autorizado o lançamento
de um novo concurso para a alienação de 49% do capital social da Azores
Airlines, depois de o primeiro concurso ter sido cancelado. “Tudo
aponta que o procedimento de alienação dos 49% seja lançado até ao
final do primeiro semestre, tal com já tinha sido publicamente
anunciado, e não há qualquer desvio neste cronograma”, sustentou Ana
Cunha.A governante falava aos jornalistas
em Ponta Delgada, à margem da cerimónia de entrega de seis viaturas
todo-o-terreno à Polícia de Segurança Pública (PSP).A
secretária regional dos Transportes e Obras Públicas sustentou que esse
anúncio de um novo concurso “não vem como uma surpresa”, já que o
executivo “já tinha dito que esse processo seria novamente retomado”.“A
partir de agora é que aparecerão potenciais interessados. E na
resolução pode ler-se que é determinada essa incumbência de procura de
parceiros à Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores
(SDEA), que é uma empresa do setor empresarial também da região para,
sob coordenação e supervisão dos membros que tutelam a SATA - a
vice-presidência e Secretaria Regional dos Transportes", explicou.Na
quinta-feira, o secretário regional Adjunto da Presidência para os
Assuntos Parlamentares anunciou que o Governo dos Açores decidiu retomar
o processo de alienação de 49% do capital social da SATA Internacional -
Azores Airlines, S.A. em “procedimento por negociação particular, sendo
o mesmo organizado e conduzido de forma aberta, transparente,
concorrencial e não discriminatória”.Será
novamente constituída "uma comissão especial para acompanhamento do
respetivo processo", referiu Berto Messias, na apresentação do
comunicado do conselho de Governo Regional, no final da visita
estatutária à ilha das Flores.O concurso
para a privatização de 49% da Azores Airlines foi anulado em novembro do
ano passado após a divulgação de documentos que causaram um "sério dano
ao grupo SATA e aos Açores", anunciou, na altura, o Governo dos Açores.