Problemas no Aeroporto de Lisboa serão resolvidos "a curtíssimo prazo"
Hoje 12:11
— Lusa/AO Online
“Eu
e todo o Governo estamos igualmente preocupados com aquilo que tem
acontecido no aeroporto, particularmente no aeroporto de Lisboa”, disse
Manuel Castro Almeida, quando questionado pelo PS sobre o elevado tempo
de espera de quem chega ao Aeroporto Humberto Delgado e o prejuízo que
esta situação pode causar ao turismo.“Eu
estou totalmente confiante que, a curtíssimo prazo, a situação ficará
resolvida, como deve, porque é essencial para que o turismo possa
crescer e desenvolver-se conforme tem vindo a crescer”, destacou o
ministro, que tutela o setor turístico, realçando que os ministros das
Infraestruturas e da Administração Interna já esclareceram o país da
“situação e como contam resolvê-la”.O
sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos
extracomunitários, denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União
Europeia, foi implementado de forma faseada na UE e estava previsto para
abril o funcionamento deste sistema a 100% em todo o território
comunitário.O EES, que substituiu o
carimbo de passaportes pelo registo digital da fotografia e das
impressões digitais dos passageiros extracomunitários, entrou
progressivamente em funcionamento a 12 de outubro de 2025 em Portugal e
nos restantes países do espaço Schengen e, desde então, os tempos de
espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa.No
domingo de manhã, o controlo de fronteiras registou tempos de espera
superiores a duas horas no aeroporto do Porto e a hora e meia nos de
Lisboa e de Faro, justificados pela PSP com razões técnicas e
informáticas associadas a um elevado fluxo de passageiros de fora do
espaço Schengen.Em resposta à Lusa, o
Ministério da Administração Interna (MAI) recusou, na segunda-feira,
interromper durante o verão a aplicação nos aeroportos do novo sistema
europeu de controlo de fronteiras, embora tenha admitido que a recolha
de dados biométricos possa ser suspensa em períodos limitados.O
MAI ressalvou que "o quadro europeu aplicável admite, em circunstâncias
excecionais e devidamente limitadas, a adoção de medidas operacionais,
como a suspensão da recolha de biometria (imagem facial e impressões
digitais), em determinados pontos de passagem fronteiriça, quando a
intensidade do tráfego possa gerar tempos de espera excessivos".A
suspensão da recolha de dados biométricos foi também admitida pelo
primeiro-ministro, Luís Montenegro, que se mostrou insatisfeito com a
atuação dos serviços de controlo de fronteiras devido às longas filas de
espera nos aeroportos.“Não queremos
colocar em causa a segurança do país, mas também não queremos colocar em
causa o movimento económico do país”, frisou o governante, que disse
ter recebido relatos de "vários agentes económicos incomodados com essa
situação”.Já o ministro das
Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou, na
segunda-feira, que haverá melhorias no serviço do Aeroporto de Lisboa no
próximo mês, com a conclusão das obras de alargamento da zona de
chegadas.Questionado sobre os atrasos
registados no controlo de fronteiras nos aeroportos portugueses, Miguel
Pinto Luz afirmou que o Governo “está a fazer todos os esforços, junto
da Comissão [Europeia] mas também internos, para resolver essa
situação”.Miguel Pinto Luz reconheceu que o
sistema de entradas e saídas (EES) “tem problemas reais que estão a
colocar constrangimentos” nos aeroportos e a pôr em causa a “imagem
internacional de Portugal”.Na
quinta-feira, a Comissão Europeia negou que as filas nos aeroportos em
Portugal se devam ao novo EES, apontando que o processamento dos
registos demora, em média, pouco mais de um minuto.“A
Comissão continuará em contacto com Portugal sobre este assunto e
continuará a prestar o apoio necessário. Os desafios enfrentados em
Portugal, incluindo tempos de espera mais longos, não estão relacionados
com quaisquer problemas no funcionamento do Sistema de Entrada/Saída”,
reforçou a instituição.Nos primeiros
quatro meses deste ano, a PSP controlou quase 6,3 milhões de passageiros
nos aeroportos nacionais, admitindo que, em determinados momentos, se
verificaram “tempos de espera superiores aos desejados”.