Prisão preventiva para três dos oito detidos na vila açoriana de Rabo de Peixe
Hoje 14:15
— Lusa
“Foram aplicadas as medidas de coação de prisão preventiva - a mais gravosa -, aos três principais arguidos desta investigação, sendo que os restantes cinco detidos foram interrogados em interrogatório não judicial”, referiu o Comando Regional da PSP dos Açores em comunicado enviado à agência Lusa.Os detidos, com idades entre 18 e 36 anos, foram presentes à autoridade judiciária competente na tarde de sexta-feira e na manhã de sábado.As detenções ocorreram no âmbito de uma operação policial que ficou marcada pela investida de populares contra quatro viaturas da PSP em Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, situação que levou os agentes a efetuar disparos para o ar.A PSP adiantou hoje que na operação foram cumpridos nove mandados de busca (uma domiciliária e oito não domiciliárias) e apreendidas 2.022 doses de cocaína, 5.355 doses de haxixe e 28 doses de liamba, bem como 18.490,95 euros em numerário.Com mais esta ação policial, desenvolvida pela estrutura de Investigação Criminal e Equipas de Intervenção Rápida da Divisão Policial de Ponta Delgada, apoiadas pela Equipa Operacional Cinotécnica da Força Destacada da Unidade Especial de Polícia, o Comando Regional dos Açores reforça “o compromisso e o objetivo de combater o tráfico de estupefacientes” e “toda a criminalidade relacionada com o mesmo, mantendo a ordem, a tranquilidade e a segurança pública”.A investigação do inquérito continuará sob a responsabilidade da Brigada de Investigação Criminal da Esquadra de Rabo de Peixe.Na quinta-feira, após a operação, quando o contingente policial se encontrava a abandonar o local, "as viaturas policiais foram danificadas através do arremesso de diversas pedras e barrotes de madeira".“Devido à grande afluência de pessoas no local e, de forma a terminar com os arremessos dos objetos contra as viaturas policiais, foram efetuados seis disparos de advertência para o ar", esclareceu a PSP.O arremesso dos objetos "não provocou qualquer lesão" nos polícias que concretizaram a operação policial considerada de "grande envergadura", nem em "qualquer outra pessoa presente no local".Segundo a fonte, as diligências policiais relacionadas com os arremessos de objetos em direção aos polícias envolvidos na operação policial irão continuar, “tendo em linha de vista a cabal identificação de todos os autores dos ilícitos criminais ora perpetrados e a sua consequente responsabilização penal”.O incidente motivou uma reação do Ministério da Administração Interna e foi condenado por vários setores, entre eles a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, autarcas e dirigentes políticos açorianos.