Prioridade do JPP é que insulares não tenham de pagar totalidade das viagens
Legislativas
7 de mai. de 2025, 11:42
— Lusa/AO Online
O JPP garantiu que, se for eleito nas eleições legislativas de 18 de
maio, vai defender no parlamento uma proposta para que os madeirenses e
os açorianos não tenham de pagar a totalidade das viagens aéreas e só
depois serem reembolsados.Em declarações à agência Lusa, o cabeça de
lista do Juntos pelo Povo pelo círculo da Madeira, Filipe Sousa,
defendeu que a “plena resolução do subsídio social de mobilidade” para
as regiões autónomas, nas viagens entre as ilhas e o continente, só
acontecerá quando os cidadãos dos dois arquipélagos pagarem o valor
estipulado e não tenham de pagar a viagem aérea por inteiro e serem
posteriormente reembolsados.O candidato lembrou que, em 2019, a
Assembleia da República aprovou uma lei de alteração ao subsídio de
mobilidade, no âmbito dos serviços aéreos e marítimos entre o continente
e a Região Autónoma da Madeira e entre esta e a Região Autónoma dos
Açores, que previa o pagamento dos valores finais sem ser necessário o
Estado reembolsar os viajantes.Essa lei não chegou a ser
regulamentada, foi suspensa pelo executivo liderado por António Costa
(PS), em dezembro de 2021, e voltou a vigorar o regime anterior de
atribuição do subsídio, apontou.“E será isso que eu irei exigir, que
o Governo da República reconheça efetivamente esse direito que é
legítimo de todos os madeirenses e açorianos”, vincou Filipe Sousa.Em
3 de abril, entrou em vigor o novo modelo do subsídio social de
mobilidade atribuído aos residentes e estudantes dos Açores e da Madeira
nas viagens para o continente e entre as duas regiões, e embora os
valores das tarifas tenham sido reduzidos, entre outras alterações, os
beneficiários continuam a ter de adquirir as passagens pelo preço de
venda e só após a realização da viagem podem solicitar o reembolso numa
loja dos CTT.O cabeça de lista destacou, entre outras propostas do
partido, a alteração à Lei das Finanças Regionais e o alargamento do
Centro Internacional de Negócios a outras áreas de intervenção, como o
turismo ou a construção civil para que a região seja mais competitiva.No
caso da Lei das Finanças Regionais, o JPP exige que as transferências
financeiras para a Madeira através do Fundo de Coesão e do Orçamento do
Estado sejam reforçadas.