Principal arguido do caso "Farfalha" volta a tribunal por crimes de abuso sexual
10 de out. de 2019, 05:54
— Lusa/AO Online
Este homem de 52 anos já tinha sido condenado em 2005 num caso de pedofilia na ilha de São Miguel.Em
abril deste ano, o Ministério Público deduziu acusação contra este
antigo pintor de construção civil, natural e residente no concelho da
Lagoa, na ilha de São Miguel, imputando-lhe a prática de três crimes de
violação de menores, um crime de coação sexual de menor, dois crimes de
recurso à prostituição de menores e um crime de tráfico de
estupefacientes agravado.Os factos remontam ao ano de 2017, altura em que os três ofendidos tinham menos de 18 anos de idade.Conhecido
por "Farfalha", este antigo pintor de construção civil foi em 2005 o
principal arguido de um processo de abuso sexual de menores da Lagoa,
ilha de São Miguel, que envolveu ainda mais 17 homens.O
arguido, que se encontra aposentado por invalidez, foi condenado nessa
altura pelo Tribunal Judicial de Ponta Delgada pela prática de vários
crimes de abuso sexual de crianças, de abuso sexual de adolescentes, de
violação e de atos exibicionistas, na pena única de prisão de 14 anos, a
qual cumpriu, tendo saído em liberdade condicional em 2013.Esta foi a pena mais elevada decidida pelo Tribunal de Júri, composto por três juízes e quatro jurados.As
investigações da PJ permitiram, na altura, a detenção de 17 homens da
ilha de S. Miguel que supostamente frequentavam uma garagem propriedade
de “Farfalha”, num processo que envolvia ainda cerca de duas dezenas de
menores.O julgamento de hoje, com início
marcado para as 09h30, poderá ser
realizado à porta fechada, tendo em conta a natureza dos crimes.