Primeiro volume da obra de Vitorino Nemésio apresentado no Outono Vivo
Praia da Vitória
18 de out. de 2018, 18:30
— Susete Rodrigues/AO Online
O volume, que resulta de
uma parceria entre a editora Companhia das Ilhas e a Imprensa
Nacional - Casa da Moeda, reúne a poesia publicada pelo autor
durante este período de tempo, nomeadamente, a presente em livros e
também a que consta em revistas e jornais da época, dando aos
leitores a oportunidade de conhecerem os poemas da sua juventude e a
evolução do escritor até à maturidade, adianta nota de imprensa.
Citado nesta nota, Carlos
Armando Costa, vereador da Cultura da autarquia da Praia da Vitória,
refere que "é com orgulho que assisto à reedição da obra de
uma das figuras mais ilustres da Praia da Vitória, o escritor
Vitorino Nemésio. A apresentação do primeiro volume da sua obra no
Outono Vivo enriquece quem nos visita, contribuindo para aproximar as
diferentes gerações. Pretendemos reforçar a cultura, enaltecendo
as personalidades desta terra. Este é, sem dúvida, um registo
também extremamente importante na dinamização da leitura".
O vereador disse ainda que
“O Outono Vivo pauta precisamente por esta partilha de experiências
entre gerações, potenciando o acesso aos mais variados temas de
interesse. Naturalmente, optámos sempre por valorizar e enaltecer o
que é nosso, até porque sensibilizar as camadas jovens é uma das
prioridades deste certame”.
Por seu turno e para Luiz
Fagundes Duarte, coordenador editorial e científico da obra,"esta
edição tem como objetivo principal disponibilizar, ao leitor de
hoje, os poemas de Nemésio da forma mais fiel possível, mantendo a
autenticidade da escrita do próprio, como se fosse ele a assinar
este volume".
Carlos Alberto Machado,
responsável pela editora Companhia das Ilhas, defende que,
atualmente, "não existem títulos no mercado sobre o escritor,
o que leva a que a grandiosidade da sua obra não seja tão conhecida
junto das pessoas, principalmente das novas gerações, Deste modo, a
publicação do volume vem também aproximar a sociedade do próprio
autor".
Nemésio recebeu, em 1965,
o Prémio Nacional de Literatura e, em 1974, o Prémio Montaigne. A
sua obra engloba títulos na área da ficção, poesia, ensaio e
crítica, assim como da crónica, nomeadamente "Festa Redonda"
(1950), "Nem Toda a Noite a Vida" (1952), "O Pão e
Culpa" (1955), "O Verbo e a Morte" (1959), "O
Cavalo Encantado" (1963), O Canto da Véspera" (1966),
"Sapateia Açoriana" (1976) e "Mau Tempo no Canal"
(1944).
Acrescenta a nota que o
termo "açorianidade" foi criado pelo escritor, num artigo
publicado em 1932, alusivo à condição histórica, geográfica,
social e humana do ser açoriano.