Primeiro prémio científico internacional dos Açores lançado hoje
23 de ago. de 2022, 12:07
— Lusa/AO Online
“O grande cientista vai ter o seu nome num
prémio científico, que é o primeiro criado a partir dos Açores, com
suporte da Presidência do Governo e com o apoio científico do Instituto
de Ciências do Mar da Universidade dos Açores, aqui no Faial, chamado
Okeanos”, disse à Lusa Henrique Barreiros, presidente da AAALH.Este
prémio científico era um dos projetos que a associação de antigos
alunos tinha preparado para perpetuar o nome do cientista faialense
Frederico Machado, nascido na Horta em maio de 1918 e falecido em
Cascais em novembro de 2000.O professor
universitário e engenheiro distinguiu-se na investigação vulcanológica
dos Açores, sobretudo por altura do Vulcão dos Capelinhos, erupção que
ocorreu entre 1957/58 na sua ilha natal.“Será
um prémio em Ciências do Mar, no valor de 2.500 euros, para o primeiro
classificado, e um prémio em Geociências, as duas grandes especialidades
de Frederico Machado, também no valor de 2.500 euros”, explicou
Henrique Barreiros, adiantando que todos os cientistas com trabalhos
publicados em revistas internacionais, nestas áreas, poderão concorrer
ao galardão.Os trabalhos científicos que
forem apresentados no âmbito deste prémio serão depois apreciados por um
júri internacional de especialistas em Ciências do Mar e Geociências,
que incluem, entre outros, o investigador Ricardo Serrão Santos,
ex-ministro do Mar e antigo deputado pelos Açores ao Parlamento Europeu.O
lançamento do primeiro prémio científico internacional dos Açores irá
ocorrer na noite desta terça-feira, na Biblioteca Pública João José da
Graça, na cidade da Horta, numa sessão solene que inclui também a
apresentação de um livro que reúne as memórias autobiográficas de 18
antigos alunos do Liceu da Horta.“Vamos
aproveitar a cerimónia, para pedir também, mais uma vez, à sociedade
faialense, para que lute, para que se imponha e para que vigie o
compromisso do Governo Regional relativamente à construção do futuro
museu dos cabos submarinos”, advertiu Henrique Barreiros, referindo-se a
outro projeto há muito acalentado pela AAALH.A
associação pretende que o executivo açoriano recupere a antiga estação
de cabos telegráficos da Horta, denominada de “Trinity House”, que
durante grande parte do século passado albergou as companhias
telegráficas oriundas da Alemanha, de Inglaterra e dos Estados Unidos,
que tinham sido instaladas no Faial e que durante décadas influenciaram a
vida económica, social e desportiva da ilha.“Os
governos têm de se habituar a honrar a palavra, portanto, este é um
problema de empenhamento e uma luta por aquelas coisas que nos parecem
sérias”, lembrou Henrique Barreiros.O
responsável referia-se à publicação, em Jornal Oficial, em abril deste
ano, de um despacho que determina a intervenção no referido imóvel, no
sentido de resolver problemas da cobertura do edifício, onde já
funcionou a antiga Escola Preparatória da Horta e mais recentemente o
Conservatório Regional da Horta.