Primeiro plano dos polos locais de desenvolvimento dos Açores criado até fevereiro
10 de jan. de 2019, 10:57
— Lusa/AO Online
"No
caso específico da Terra Chã, nós iremos fazer um diagnóstico de
situação e apresentar um plano de ação para dar resposta a esse
diagnóstico de situação até ao final de fevereiro", adiantou o diretor
regional da Saúde, Tiago Lopes, que coordena a equipa técnica do Polo
Local de Desenvolvimento e Coesão Social da Terra Chã, à margem da
primeira reunião do organismo. O
executivo açoriano aprovou, na segunda-feira, em Conselho de Governo, a
constituição da equipa de coordenação da Rede de Polos Locais de
Desenvolvimento e Coesão Social, uma medida integrada na Estratégia
Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social dos Açores.Foram
identificadas cinco freguesias com necessidades de intervenção
prioritária: Água de Pau, no concelho da Lagoa, Arrifes, no concelho de
Ponta Delgada, Fenais da Ajuda e Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira
Grande, na ilha de São Miguel, e Terra Chã, no concelho de Angra do
Heroísmo, na ilha Terceira.As
equipas são compostas por representantes das pastas da Saúde,
Solidariedade Social, Educação e Emprego e Qualificação Profissional do
Governo Regional, mas deverão trabalhar em conjunto com as entidades da
comunidade, como centros comunitários, casas do povo, juntas de
freguesia e associações."Iremos
tentar potenciar e otimizar todos os recursos existentes, para dar
resposta às necessidades da freguesia", salientou Tiago Lopes.A Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social dos Açores tem mais de 80 ações previstas. Caberá às equipas dos polos locais de desenvolvimento identificar as medidas "que se adequam" e adaptá-las, se necessário. "Este
é um esforço conjunto de tentar agregar todas as estratégias, todas as
políticas que têm sido desenvolvidas para potenciar a vida social na
Terra Chã, de forma a que entretanto todas se consigam articular entre
si e extrair o máximo de cada uma em prol da comunidade", frisou o
diretor regional da Saúde. Segundo
Tiago Lopes, a escolha destas cinco freguesias teve por base um
diagnóstico de situação inicial da pobreza nos Açores, mas a médio e
longo prazo poderão ser criados outros polos."Aquilo
que se prevê é que estes primeiros cinco polos deem o pontapé de
partida para o desenvolvimento de outros polos de ação local na Região
Autónoma dos Açores e para que possamos aferir os resultados da
implementação desta estratégia e, se houver necessidade, ajustar as
diferentes ações", apontou.