Primeiro-ministro lamenta mortes e anuncia 275 novas viaturas para o INEM
8 de jan. de 2026, 16:29
— Lusa/AO Online
"Quero começar por expressar em nome do
Governo as nossas condolências às famílias das pessoas que faleceram nas
últimas horas e que não terão tido a resposta mais rápida do sistema de
emergência, apesar do reforço feito na região de Setúbal e de Lisboa
que envolve a totalidade das ambulâncias disponíveis", disse Luís
Montenegro, na abertura do debate quinzenal na Assembleia da República.De
seguida, o primeiro-ministro anunciou que o Governo PSD/CDS-PP aprovou
na quarta-feira "a aquisição de novas 275 viaturas para o INEM num
investimento que ascende a 16,8 milhões de euros". No total serão 163
ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos, indicou, entretanto, fonte do
Governo.Luís Montenegro anunciou também
que na sexta-feira o Conselho de Ministros vai "aprovar as resoluções
para o lançamento do concurso para a construção do novo Hospital do
Algarve, uma obra estrutural que se junta a outras como o Hospital de
Todos os Santos em Lisboa"."Já hoje, em
reunião entre a ministra da Saúde e a senhora ministra do Trabalho,
Solidariedade e Segurança Social, foi também decidido criar uma resposta
rápida entre 400 e 500 camas em unidades intermédias para poder tirar
do sistema hospitalar casos sociais que retiram capacidade precisamente
para as situações de emergência", referiu.O
primeiro-ministro enquadrou "todos estes investimentos" numa "reforma
profunda do INEM que está em curso" para que haja "uma mais rápida
resposta do serviço de emergência médica"."Estamos
já a implementar a modernização tecnológica dos Centros de Orientação
de Doentes Urgentes (CODU) e a alteração do sistema de triagem. Em 2026,
prosseguiremos a reforma estrutural da saúde para garantir uma resposta
rápida, eficaz e humana em todo o território", prosseguiu. Sobre
a compra de veículos para o INEM, segundo Luís Montenegro, "nos últimos
dez anos apenas tinham sido adquiridos para o INEM 100 veículos num
total de 4,2 milhões de euros"."Ou seja,
em dez anos foi gasto um quarto do que este Governo decidiu ontem mesmo
investir. Estamos a resolver um problema crónico e a inverter um
desinvestimento que herdámos com consequências evidentes e graves",
sustentou, prometendo "reformas estruturais e transformadoras noutras
áreas essenciais" durante 2026.Durante
esta semana, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado
para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo. O
INEM, que abriu uma auditoria sobre um dos casos, rejeitou
responsabilidades e apontou a falta de meios e a retenção de macas nos
hospitais.