Primeiro-ministro grego apela para a unidade da nação

9 de dez. de 2008, 09:52 — Lusa/AO Online

  “Nestas horas cruciais, o mundo político deve unanimemente e categoricamente condenar e isolar os autores das destruições. É nossos dever democrático, é o que exigem os cidadãos e é o que impõe o nosso dever nacional”, afirmou Caramanlis depois de um breve encontro com o chefe de Estado grego, Carolos Papoulias.     O primeiro-ministro, fragilizado por estes actos violentos, deve encontrar-se durante o dia de hoje com os dirigentes da oposição parlamentar socialista, comunista, da esquerda radical e da extrema-direita.     Numa mensagem à nação na segunda-feira, o primeiro-ministro endureceu o tom contra os autores dos actos violentos, sublinhando que os distúrbios “não podem e não serão tolerados”.     A polícia deteve hoje 87 pessoas em Atenas na sequência dos actos violentos registados segunda-feira à noite no centro da capital grega durante os protestos contra a morte de um adolescente atingido por um agente policial.     O funeral do jovem Alexis Grigoropoulos, de 15 anos, realiza-se hoje à tarde, prevendo as autoridades que ocorram novos distúrbios.     A maior parte dos detidos são jovens que vandalizaram as lojas do centro de Atenas durante o que é considerado como o mais grave caso de sempre de violência urbana na capital.     A tensão persiste hoje em Atenas, onde contestatários e forças da ordem se confrontam no bairro estudantil após uma noite de confrontos urbanos, a terceira desde que um adolescente foi morto por um polícia, sábado na capital grega.     O polícia que disparou sobre Alexis Grigoropoulos, de 15 anos, após confrontos entre forças da ordem e grupos de jovens no bairro ateniense de Exarchia, foi detido e acusado “de homicídio voluntário”, enquanto o colega que o acompanhava foi detido por “cumplicidade”.     Em todo o país, os colégios e liceus vão continuar hoje encerrados em sinal de luto, uma decisão do ministério da Educação, e novas manifestações são esperadas.     Em Atenas, os alunos devem participar num grande desfile no centro da cidade a meio do dia, sendo acompanhados pelos seus professores.     Após um conselho ministerial de crise, pouco antes da meia-noite, o ministro do Interior, Prokopis Pavlopoulos, defendeu o trabalho de forças da ordem, que os meios de comunicação social acusam de ineficácia.