Primeiro-ministro diz que Governo continuará “à procura de um acordo” na concertação social
Hoje 11:48
— Lusa/AO Online
Luís Montenegro
falava numa conferência que assinala os 150 anos da Caixa Geral de
Depósitos, “Encontro Fora da Caixa”, e no qual marcou também presença o
ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.“Continuaremos,
no âmbito da concertação social, à procura de um acordo que possa dar
às relações laborais também o espírito de incremento de produtividade e
competitividade, que transformem a nossa economia numa economia ainda
mais atrativa para o investimento, que deem segurança aos investidores,
que deem confiança aos investidores”, afirmou.Montenegro
voltou a destacar a valorização dos recursos humanos da administração
pública que tem sido feita pelos Governos PSD/CDS-PP que lidera, e
afastou qualquer motivação eleitoral para os 39 acordos já celebrados em
várias áreas.“Não estamos à procura de
nenhuma medalha, de nenhum crédito eleitoral. Esqueçam isso”, avisou,
dizendo que o objetivo é habilitar a administração pública para que
“seja tão ou mais competitiva do que os outros setores” e servir melhor
pessoas e empresas.Na sua intervenção, de
cerca de meia hora, o primeiro-ministro defendeu que não chega Portugal
ser “um país fiável, um país estável”.“Temos
que ser um país com regras que sejam suficientemente ágeis para que a
economia funcione e se apresente com maiores índices de produtividade”,
defendeu.Num balanço dos 150 anos do
percurso da Caixa Gerald e Depósitos (CGD), Montenegro destacou a
importância de o país ter um banco público.“A
Caixa Geral de Depósitos tem um papel incontornável na evolução do
sistema financeiro português e um papel insubstituível na relação de
confiança das pessoas e dos agentes económicos com o nosso sistema
financeiro”, afirmou.Montenegro sublinhou
ainda que, para o Governo, ter um banco com capitais exclusivamente
públicos “é um elemento fundamental precisamente da estabilidade do
sistema”.“É bom para servir melhor as
pessoas, é bom para servir melhor as empresas e é bom para estabilizar o
funcionamento do próprio sistema financeiro”, destacou.O
primeiro-ministro elogiou o papel da Caixa também como “elemento de
coesão social e territorial”, para poder estar onde às vezes os outros
bancos não estão.“Para além dos números há
as pessoas, para além dos números há as comunidades, para além dos
números há o sentido de coesão de todo um país”, destacou.Montenegro sublinhou ainda que a CGD já devolveu ao Estado o que o Estado investiu no banco no tempo da crise financeira.“O
dinheiro que os contribuintes aqui colocaram foi rentabilizado e isso é
um elemento assinalável de gestão da instituição e também, já agora, de
gestão das finanças públicas”, elogiou.À
entrada para a Culturgest, onde decorreu a conferência, Montenegro
cruzou-se com Marcelo Rebelo de Sousa, que cumprimentou e a quem
perguntou se agora “é só mergulhos” desde que deixou o Palácio de Belém a
09 de março.“Não só, também umas aulinhas, mas muitos mergulhos também”, respondeu o ex-chefe de Estado, em tom bem-disposto.