Primeiro-ministro defende que imigrantes ilegais na UE devem retornar aos países de origem
20 de out. de 2025, 16:47
— Lusa/AO Online
Na conferência de imprensa de encerramento dos
trabalhos da cimeira dos Países do Sul da União Europeia (MED9), na
cidade de Portoroz, Eslovénia, Luís Montenegro sublinhou a relevância da
imigração para a coesão social e económica da União Europeia (UE),
afirmando que se trata de um “fator de competitividade económica”, mas
ressalvou a necessidade de regulação.“Nós
precisamos de mão de obra. Mas só é possível nós alocarmos bons recursos
humanos à nossa economia se tivermos uma imigração regulada, se as
nossas fronteiras tiverem o controlo que precisamos para integrar bem,
para dar esperança a quem procura na Europa uma oportunidade de trabalho
e para não fomentarmos a imigração ilegal”, defendeu.O
primeiro-ministro argumentou também que a imigração ilegal deve ter
como consequência “o retorno daqueles que chegam à Europa” ao país de
origem e apelou ao “combate às redes ilegais, máfias organizadas, que
estão a traficar seres humanos”.Montenegro
adiantou que os países do sul da UE presentes na cimeira “estão muito
de acordo quanto à necessidade de implementar pactos sobre a imigração”,
porque, acrescentou, “isso vai dar mais competitividade à economia, com
absorção no mercado de trabalho da mão de obra que precisamos e com a
consequência que tem de ser implementada para aqueles que violam estas
regras”.O primeiro-ministro reiterou
também que o bloco europeu precisa de avançar com a União de Poupança e
Investimentos e um mercado único de capitais.Luís
Montenegro afirmou ainda que a UE “precisa de ser mais competitiva do
ponto de vista energético”, enfatizando que há capacidade produtiva, em
particular de energia verde, e que a Europa “não pode tardar em cumprir
projetos de interligação” e de ligação a outras áreas geográficas como o
norte de África.