Primeiro-ministro da Hungria preocupado com ameaças climáticas e economia europeia
17 de fev. de 2020, 13:21
— Lusa/AO Online
Durante o seu discurso
anual sobre o estado da nação, perante uma multidão de apoiantes e
aliados políticos, o chefe do Governo da Hungria, Viktor Orban, voltou a
atacar alegados rivais como a liderança da União Europeia, o Fundo
Monetário Internacional (FMI) e o filantropo húngaro-americano George
Soros.Orban, que voltou ao poder em 2010
quando a Hungria ainda estava sob um resgate financeiro internacional,
disse que seu Governo rejeitou as exigências de mais austeridade e se
livrou dos empréstimos do FMI para ter “mão livre” sobre as políticas
económicas."Se tivéssemos seguido os
conselhos, a Hungria estaria numa enfermaria de hospital, com tubos de
dívida do FMI e Bruxelas pendurados em todos os membros e a torneira da
dívida nas mãos de George Soros", disse Orban.
Segundo Orban o crescimento económico da Hungria (4,9%) ultrapassou
amplamente a média europeia, apesar de o país estar ligado ao
desempenho da Europa, já que “85% das exportações húngaras são
destinadas a outros países europeus”."Portanto,
o problema deles também é o nosso ", disse, acrescentando que “a única
questão é até que ponto também será o nosso problema"."A
economia europeia, especialmente a da zona do euro, simplesmente
parou", disse, estimando que o crescimento económico da Europa em 2020
seja “microscópico, no máximo".No que toca
ao declínio demográfico, Orban considerou que embora os incentivos
económicos para casais e famílias numerosas tenham ajudado a conter essa
tendência, são necessárias mais medidas.Embora
o número de casamentos tenha aumentado e os de divórcios e interrupções
de gravidez tenham diminuído, "o declínio da população não parou" e os
húngaros “continuam a ser uma espécie em extinção”, disse.No
discurso, o governante anunciou ainda políticas ambientais como o
aumento de 27% de áreas florestais, medidas de proibição aos usos de
embalagens plásticas não recicláveis e planos de criação de incentivos
ao uso de carros elétricos. Nesta última
temática adiantou que os novos autocarros de transporte público
licenciados a partir de 2022 terão que ser elétricos.