Primeiro-ministro considera “absolutamente imprescindível” renovação do estado de emergência
Covid-19
2 de abr. de 2020, 11:37
— Lusa/AO Online
Este
aviso foi deixado por António Costa momentos antes de a Assembleia da
República aprovar o decreto do Presidente da República, Marcelo Rebelo
de Sousa, que prolonga o estado de emergência até ao final do dia 17 de
abril.PS, PSD, BE, CDS-PP e PAN votaram a
favor da renovação do estado de emergência, enquanto o PCP, PEV, Chega e
a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira abstiveram-se. O deputado
único da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, foi o único a
votar contra."Se há quinze dias era
necessário decretar o estado de emergência, hoje é absolutamente
imprescindível renová-lo. Não porque tenha sido por causa do estado de
emergência que os portugueses demonstraram uma notável disciplina na
autolimitação na sua capacidade de circulação, e não porque ao longo
destes 15 dias não tenham acatado aquilo que são as limitações impostas -
houve apenas 22 violações de confinamento e 11 violações da ordem de
encerramento de estabelecimento", disse António Costa.Para
o primeiro-ministro, não renovar hoje o estado de emergência "seria dar
a mensagem errada quando há 15 dias se considerou essencial que o
estado de emergência fosse decretado"."Seria
dar a entender que aquilo que há 15 dias era necessário, hoje deixou de
o ser. Ora, não é verdade. Continua a ser até mais necessário. Conforme
o tempo vai decorrendo o risco vai aumentando, desde logo o risco da
própria fadiga da autocontenção", justificou.De
acordo com a tese defendida pelo primeiro-ministro, o tempo de
confinamento ao nível da circulação "vai aumentando a dor dos
sacrifícios que são impostos às famílias, às empresas e aos portugueses
em geral"."Na próxima quinzena vamos viver
períodos de risco muito acrescidos, como é o período da Páscoa. Sabemos
todos que depois do túnel haverá luz, mas ainda é cedo para qualquer um
de nós poder antever a luz ao fundo do túnel. É por isso o momento de
prosseguir com determinação e disciplina aquilo que iniciaram os
portugueses", acrescentou.