Primeiro-ministro anuncia aumento de exportações e afasta problema com despesa
Hoje 12:28
— Lusa/AO Online
Luís Montenegro falava durante o debate quinzenal na Assembleia da República, em resposta à presidente da IL, Mariana Leitão, que questionou o aumento da despesa previsto no Orçamento do Estado para 2027 e considerou insuficiente a descida do IRS."Nem de propósito, enquanto deputada me estava a colocar a questão, acabo de ser informado que as exportações portuguesas aumentaram 6,8% em agosto. Já tinham aumentado, como sabe, 10,5% em julho e 7,8% no mês anterior", declarou o chefe do Governo PSD/CDS-PP."Eu partilho essa notícia consigo porque sei que fica satisfeita por este comportamento da nossa economia e pelo crescimento da nossa economia assentar também neste elemento", acrescentou.Relativamente à despesa do Estado, segundo o primeiro-ministro, não há motivo para preocupação: "Nós temos a despesa corrente primária completamente controlada. Ela está mais ou menos aos níveis que estava em 2024".Luís Montenegro salientou, depois, que se aguarda "a revisão do Produto Interno Bruto (PIB)", o que "ainda pode ter um efeito face à sua posição relativa em termos de produto"."O aumento nominal da despesa tem a ver com decisões de investimento. Quase 50% desse aumento é consumido precisamente por investimento, investimento que estava engavetado. E outro tanto por medidas temporárias, que não oneram de forma permanente a despesa do Estado para o futuro", referiu."Portanto, estamos numa situação completamente equilibrada", declarou.Na quinta-feira, numa primeira reação à proposta em nome da IL ao Orçamento do Estado para 2027, o líder parlamentar do partido, Mário Amorim Lopes, afirmou que "o voto contra é muito provável" se o Governo PSD/CDS-PP "não estiver disposto a colocar um limite ao crescimento da despesa".Hoje, a presidente da IL retomou o tema no debate quinzenal.Dirigindo-se a Luís Montenegro, disse-lhe: "Desde que o senhor é primeiro-ministro, a despesa aumentou 20 mil milhões de euros. Daquilo que está previsto para o próximo ano, a despesa corrente primária, ou seja, sem investimento público, sem juros da dívida, sem PRR, continua a crescer acima do PIB".Mariana Leitão criticou o primeiro-ministro por "permitir que o Estado gaste mais do que o país produz" e considerou que o IRS vai descer "muito menos do que aquilo que as pessoas verdadeiramente precisam".