Primeiro fim de semana com recolher obrigatório correu “bastante bem”
Covid-19
17 de nov. de 2020, 12:31
— Lusa/AO Online
“As coisas correram
bastante bem. Mais uma vez, fomos capazes de interiorizar medidas
relativamente simples e cumprir com o que estava estipulado”, disse
Graça Freitas durante a conferência de imprensa de acompanhamento da
pandemia da covid-19 em Portugal.Para a
diretora-geral, os dois dias com recolher obrigatório a partir das 13h00
(menos uma nos Açores) decorreram como expectável e o eventual risco de a medida fazer
aumentar a concentração de pessoas em espaços não se verificou.“É
apenas a adaptação a uma nova forma de estarmos nas próximas semanas.
Não me parece que tenha ocorrido nenhuma situação que tenha colocado a
população em risco especial”, explicou.Questionada
sobre as ações de contestação às medidas do estado de emergência devido
ao impacto que têm em alguns setores da economia, designadamente da
restauração e cultura, Graça Freitas sublinhou a liberdade de as pessoas
se manifestarem.“Mas gostaríamos que essa
liberdade fosse exercida também com segurança”, acrescentou, comentando
o incumprimento do distanciamento físico e da utilização de máscara por
algumas pessoas observada durante os protestos.Apelando
ao cumprimento das regras de segurança sanitária “em qualquer momento,
mesmo nas manifestações”, Graça Freitas reforçou que as medidas de
prevenção primária, aquelas que dependem do comportamento individual,
são as mais eficazes contra a propagação do novo coronavírus.Além dessas, referiu também a capacidade de rastreamento e acompanhamento de contactos.Neste
âmbito, e questionada sobre a capacidade atual de realizar os
inquéritos epidemiológicos no prazo recomendado de 24 horas, a
diretora-geral explicou que essa capacidade acompanha a incidência da
covid-19 nos vários concelhos.“Em relação à
administração regional de saúde do Norte, há concelhos que conseguem
cumprir relativamente bem os prazos ideais e há outros que conseguem
menos”, exemplificou, acrescentando que, ainda assim, a tendência é
“para melhorar em todo o lado porque estamos a tomar medidas”.