Primeiro dia da greve parcial dos guardas prisionais com adesão de 83%
25 de out. de 2017, 14:42
— Lusa/AO online
O
presidente do sindicato, Jorge Alves, adiantou que a greve teve maior
adesão nos estabelecimentos prisionais centrais, tendo afetado sobretudo
a abertura das celas para as atividades diárias dos reclusos. O
segundo dia da paralisação parcial realiza-se na quinta-feira entre as
07:00 e as 10:00, tendo também marcado o SNCGP uma greve geral para
sexta-feira, associando-se ao protesto da função pública. Jorge
Alves explicou que em causa está a falta de cumprimento do estatuto
profissional do corpo da guarda prisional, nomeadamente em relação às
tabelas remuneratórias, avaliação de desempenho e não pagamento do
subsídio de turno e trabalho noturno. Outro dos motivos do
protesto está relacionado com o regulamento do horário de trabalho, cujo
despacho foi hoje publicado em Diário da República, considerando o
sindicalista que foi aprovado "unilateralmente e põe em causa a
segurança dos estabelecimentos prisionais". Com o novo horário de
trabalho, passa a existir três equipas de guardas prisionais nas
prisões entre as 08:00 e as 16:00, que são depois rendidas por uma até
às 00:00, indicou Jorge Alves. O número de guardas prisionais por equipa depende da dimensão das prisões. O
sindicato tem ainda marcado para os dias 02, 03, 06, 07, 08, 09 e 10 de
novembro uma greve às diligências no exterior, paralisação que afetará
todos os julgamentos e consultas normais dos reclusos. Ao longo desses dias, os guardas prisionais apenas realizam as ações que ponham em causa a liberdade e saúde dos presos.