Primeira versão do relatório entregue até 05 de março
Caso gémeas
30 de jan. de 2025, 17:01
— Lusa/AO Online
“A partir
de agora, até dia 05 de março, será feito o relatório preliminar,
portanto a deputada relatora tem cerca de um mês para fazer esse
relatório”, afirmou o presidente da comissão de inquérito no final de
uma reunião de mesa e coordenadores, que decorreu à porta fechada.Falando
aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado Rui Paulo Sousa,
do Chega, disse que entre os dias 05 e 15 de março os partidos poderão
analisar o documento e propor alterações, que serão depois votadas pela
comissão entre 15 e 25 do mesmo mês.“Dia
25 de março têm que estar terminados todos os trabalhos da comissão
parlamentar de inquérito” indicou o presidente, referindo que, uma vez
aprovado pela comissão, o relatório “seguirá os trâmites para o plenário
da Assembleia da República, onde posteriormente será agendada a sua
apresentação e a sua votação”.O relatório da comissão será elaborado pela deputada Cristina Rodrigues, do Chega.O
presidente da comissão de inquérito indicou também que haverá uma
reunião da comissão na sexta-feira de manhã para abordar novamente o
pedido do Chega para que o parlamento tenha acesso a dados clínicos de
outras crianças com a mesma doença.O
assunto já foi discutido na última reunião da comissão, com vários
partidos a oporem-se. O PSD apresentou um requerimento para anular o
pedido do Chega, que será votado na sexta-feira.Rui
Paulo Sousa disse que está também “em cima da mesa a possibilidade de
esse pedido ser enviado para o presidente da Assembleia da República”
para que seja Aguiar-Branco a decidir se o pedido deve ou não ser
enviado ao Hospital de Santa Maria.A
comissão de inquérito sobre o chamado caso das gémeas luso-brasileiras
com atrofia muscular espinal tratadas com o medicamento Zolgensma no
Hospital de Santa Maria foi constituída em maio do ano passado, por
iniciativa do Chega.Foram recolhidos os
depoimentos de dezenas de pessoas, desde a mãe das crianças,
profissionais de saúde, o filho do Presidente da República e
responsáveis políticos, entre os quais o ex-primeiro-ministro António
Costa, por escrito, os antigos ministros da Saúde, Justiça e Negócios
Estrangeiros, ou o chefe da Casa Civil da Presidência da República.As
audições terminaram audições na semana passada, com o segundo
depoimento do antigo secretário de Estado Adjunto e da Saúde António
Lacerda Sales, sobre quem recaem suspeitas de pedido a marcação da
primeira consulta das meninas no hospital.