Primeira reunião entre PM espanhol e novo líder da oposição foi inconclusiva
7 de abr. de 2022, 16:31
— Lusa/AO Online
No
encontro que abre uma nova etapa depois da substituição de Pablo Casado
como líder do Partido Popular (PP), as duas partes foram incapazes de se
aproximar nos temas em que o executivo tinha proposto acordos: política
económica, política externa ou para a renovação do poder judicial. Apesar
da afirmação da intenção de chegar a um entendimento, na reunião foram
apresentadas receitas diferentes para lidar com a inflação em alta e a
crise económica agravada pela guerra na Ucrânia, uma vez que o PP pediu
uma diminuição dos impostos e cortes nas despesas supérfluas, enquanto o
Governo advertiu que "desarmar" o Estado social seria "suicida". Pedro
Sánchez procurou compromissos em diversos temas, incluindo a renovação
do Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ), bem como do Tribunal
Constitucional, para além de um pacto para o plano de resposta nacional à
guerra na Ucrânia, e o apoio do PP aos esforços do governo na União
Europeia para baixar o preço da eletricidade e a gestão dos fundos
europeus. Feijóo já tinha anunciado na
quarta-feira que iria pedir uma redução imediata do imposto sobre o
rendimento das pessoas singulares como condição para apoiar o pacote de
medidas para enfrentar a guerra, que ele considera um "remendo" com um
título "falacioso".O presidente do PP
lamentou a falta de resultados da reunião: "Foi muito menos frutuosa do
que eu gostaria. Não posso dar nenhuma boa notícia", disse.Feijóo
explicou, numa conferência de imprensa, que a reunião tinha sido "muito
cordial" mas, no entanto, não tinham chegado a acordo sobre medidas
adicionais para aliviar a situação da crise económica, para além do
decreto já aprovado pelo Governo.O líder
do PP também criticou o facto de a reunião se ter realizado sem uma
agenda previamente conhecida ou, pelo menos, sem um mínimo de
documentação que permitisse obter esclarecimentos adicionais sobre as
questões a tratar.