Primeira-ministra pediu demissão, Macron não aceitou
França/Eleições
21 de jun. de 2022, 10:02
— Lusa/AO Online
A France
Presse, que cita fontes do Eliseu, indica ainda que Macron vai procurar
com "os líderes do partido (coligação que apoia o chefe de Estado)
soluções construtivas", após o resultado das eleições.O
presidente francês, Emmanuel Macron, vai enfrentar o segundo mandato
sem a maioria absoluta parlamentar de que dispunha anteriormente, que
perdeu na segunda volta das legislativas de domingo.A
união de partidos de esquerda é a primeira força da oposição, enquanto a
extrema-direita liderada por Marine Le Pen conseguiu um resultado
histórico.As
forças coligadas que apoiam a política do Palácio do Eliseu perderam
mais de uma centena dos 350 deputados que tinham e ficam longe dos 289
lugares que permitiriam a força política necessária na Assembleia
Nacional. A
Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES), liderada por Jean-Luc
Mélenchon e que é composta pelo partido França Insubmissa, socialistas,
comunistas e ecologistas triplicou o número de deputados em relação aos
resultados das últimas eleições gerais. O
Parlamento francês está mais dividido do que nunca, num sistema que
prima por maiorias e que obriga o chefe de Estado a negociar apoios
externos.