“Prevenção” foi a palavra-chave para uma época balnear segura
Hoje 11:15
— Lucas Rebelo
Para que as pessoas possam aproveitar a praia de forma leve e descontraída, é necessário haver profissionais que garantam a segurança dos banhistas. Neste contexto, o fornecimento de equipamento adequado aos nadadores salvadores é essencial para que as zonas balneares permaneçam livres de perigos.Marco Medeiros, coordenador da Associação Nadadores Salvadores Costa Norte, fez um balanço da época balnear até ao momento, afirmando que está a ser “um ano positivo”.“Este foi um ano marcado pela prevenção. A associação da costa norte teve o privilégio e a experiência de salvaguardar 90% da ilha, como por exemplo praias do concelho de Vila Franca, do concelho da Povoação e do concelho da Ribeira Grande. Asseguramos também a vigilância do ilhéu e da piscina natural de água quente do Terra Nostra”, referiu.“Estivemos a fazer a prevenção de todas essas zonas, e o feedback que eu tenho dos meus nadadores salvadores é que tanto turistas como banhistas locais conseguiram desfrutar do nosso mar”, prosseguiu.Uma boa prevenção requer que haja preparação a nível de pessoal qualificado e de equipamento. Exemplo disso é a recente presença de uma mini ambulância na Praia de Santa Bárbara, utilizada para socorrer banhistas em caso de necessidade.“Nós somos uma associação proativa, tendo o privilégio de conseguir enriquecer a variedade de equipamentos que temos à nossa disposição. Dadas as situações que se passam no nosso dia-a-dia durante a época balnear, nomeadamente o surgimento de algumas situações de emergência súbita, a nossa associação faz esforços para que exista equipamento extra, para além do que temos de ter obrigatoriamente”, explica o coordenador.Deste modo, este “equipamento extra” pode ser utilizado para mitigar as inúmeras ocorrências que surgem nas praias.“Na praia de Santa Bárbara, é recorrente haver situações que acabam por resultar em traumatismos. E graças aos nossos equipamentos, nós temos o privilégio de conseguir imobilizar uma vítima de trauma, tal e qual como se fossem os bombeiros a chegar ao local e tratar daquela vítima”, indicou.“Nós temos esse equipamento certificado e homologado, de forma a conseguirmos fazer a evacuação de uma vítima de trauma, bem como a imobilização de uma perna ou de um braço com a utilização de talas”, complementou.Esta espécie de ambulância encontra-se devidamente equipada, contando com um monitor de sinais vitais, um desfibrilhador, um suporte de oxigenoterapia de alto fluxo e um aspirador automático para ser utilizado em caso de afogamentos.“Tivemos uma nadadora salvadora, formada em medicina, que veio fazer um estágio connosco depois de ver a nossa página. Ela quis ter uma experiência diferente aqui nas nossas praias, sabendo que nós íamos ter uma ambulância com equipamento na praia. Quis fazer um estágio connosco e está super feliz por ter tido essa experiência”, revelou Marco Medeiros.Apesar da aposta na aquisição de equipamentos, o coordenador da associação admite que algumas autarquias não prestam o devido apoio aos nadadores salvadores, assegurando também que, caso a situação se mantenha, poderão ser tomadas medidas de protesto.“Já informei determinados municípios que se não mudarem de atitude e não derem condições aos nadadores salvadores para a prestação de serviços nas praias, a associação costa norte não vai concorrer para esses locais”, deixou claro.Marco Medeiros deixou claro que os municípios necessitam de possuir um stock de equipamento caso aconteça algum imprevisto, “caso um cinto de salvamento se rasgue ou alguma prancha se parta”.“Estes são equipamentos que obrigatoriamente têm de estar no posto de praia. E os nadadores salvadores não podem ficar expostos ao sol durante oito horas, sem qualquer guarda-sol, sem qualquer sombra”, concluiu.