Presumíveis restos humanos recuperados de destroços de Titan
29 de jun. de 2023, 17:55
— Lusa
A
informação foi divulgada horas depois de ser anunciado que os destroços
do submersível Titan tinham chegado a São João da Terra Nova, capital
da província canadiana de Terra Nova, tendo sido descarregados num cais
da Guarda Costeira do Canadá.A recuperação
e análise dos destroços é parte fundamental da investigação para
determinar as causas da implosão do Titan, na qual morreram as cinco
pessoas a bordo."Ainda há muito trabalho a
ser feito para entender os fatores que levaram à perda catastrófica do
Titan e ajudar a garantir que uma tragédia semelhante não ocorra
novamente", disse Jason Neubauer, da Guarda Costeira dos EUA, num
comunicado divulgado no final da tarde de quarta-feira.Os
“presumíveis restos” vão ser levados para os Estados Unidos, onde
profissionais médicos vão fazer uma análise formal, e a Guarda Costeira
iniciou uma investigação da implosão ao mais alto nível, disse Neubauer,
observando que o conselho de investigação da Marinha vai analisar e
testar provas, incluindo pedaços de detritos.O responsável disse ainda que as provas vão fornecer "informações importantes" sobre a causa da implosão.Os
destroços do Titan foram localizados a cerca de 3.810 metros de
profundidade e a quase 488 metros do Titanic, no leito oceânico,
indicou, na semana passada, a Guarda Costeira.A
implosão do veículo subaquático ocorreu durante a descida em direção ao
Titanic, o luxuoso paquete naufragado em 1912 na viagem inaugural,
depois de embater num icebergue.A 22 de
junho, as autoridades anunciaram que o submersível Titan, dado como
desaparecido a 18 de junho, tinha implodido e as cinco pessoas a bordo
estavam mortas.A OceanGate Expeditions, a
empresa proprietária e operadora do Titan, está sediada nos Estados
Unidos, mas o submersível estava registado nas Bahamas. A OceanGate tem
sede em Everett, Washington, mas encerrou quando os restos do Titan
foram encontrados. A operadora cobrou a
cada um dos passageiros 250.000 dólares (229.000 euros) para participar
na viagem. A implosão do Titan tem levantado questões sobre a segurança
de operações de exploração subaquática privadas.