Presidente volta a faltar a audição para depor sobre lei marcial
Coreia do Sul
18 de dez. de 2024, 13:09
— Lusa/AO Online
Yoon
foi convocado para ser ouvido pelos investigadores, mas voltou a não comparecer, o que acontece pela terceira
vez, segundo a agência espanhola Europa Press.O
Presidente está a ser investigado simultaneamente pelo Gabinete de
Investigação Anticorrupção (CIO), pelo Ministério Público (MP) e pelo
Ministério da Defesa.É suspeito de ter
incitado à rebelião ao declarar a lei marcial em 03 de dezembro, que foi
revogada pelo parlamento poucas horas depois de ter entrado em vigor.O
Presidente conservador justificou na altura que a lei marcial se devia a
uma alegada aproximação da oposição a posições “semelhantes às da
Coreia do Norte”.A Assembleia Nacional
aprovou no sábado a destituição de Yoon, cujas funções foram suspensas
enquanto aguarda que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a
questão.O chefe do CIO, Oh Dong-woon,
disse na terça-feira no parlamento que Yoon tem recusado deliberadamente
a intimação para depor e que a agência iria tomar medidas legais em
resposta, segundo a agência sul-coreana Yonhap.Oh
admitiu que o CIO estava a considerar se estavam reunidos os critérios
para solicitar um mandado de captura contra Yoon, em vez de tentar uma
detenção de emergência sem mandado.Fontes
próximas do processo admitiram que a investigação seja transferida para a
agência anticorrupção para evitar sobreposições.Nesse âmbito, o CIO e o MP poderiam coordenar-se para interrogar Yoon conjuntamente, segundo informações recolhidas pela Yonhap.As investigações no âmbito da lei marcial levaram à detenção na terça-feira do chefe das forças armadas, general Park An-su.Anteriormente,
foram detidos o ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, o chefe dos serviços
secretos, Yeo In-Hyung, o chefe do Comando de Guerra Especial, Kwak
Jong-keun, e o chefe do Comando de Defesa da Capital, Lee Jin-woo.Yoon
Suk-yeol, um antigo procurador de 63 anos, pode ser condenado a prisão
perpétua e teoricamente até à pena de morte, se for condenado por
rebelião.Yoon, que já pediu desculpa pelo
sucedido, continua a defender a sua decisão, alegando que queria
proteger o país asiático das “forças anti-estatais”.O
texto da moção aprovada no sábado pelo parlamento inclui acusações
contra Yoon por ter dado instruções às forças de segurança para
prenderem deputados da oposição.O ainda Presidente, membro do Partido do Poder do Povo, está proibido de sair do país.