Presidente venezuelano adverte comércios que "especulem ou açambarquem" produtos

8 de set. de 2013, 12:49 — Lusa / AO online

  "Chamo todos os empresários, aos que queiram e vivam no país, aos comerciantes portugueses, chineses, colombianos, árabes, aos venezuelanos também os chamo, a atuar de acordo com a lei, a não se prestarem a campanhas de especulação e açambarcamento", disse Maduro, num discurso proferido no sábado. Nicolás Maduro falava em Los Valles del Tuy, a sul de Caracas, no âmbito de um ato de "Governo de rua" e de registo nacional das comunas (municípios), durante o qual assegurou que "há uns bichinhos conspirando, escondendo os produtos do povo". Por tal razão, exortou o Instituto para a Defesa das Pessoas no Acesso a Bens e Serviços (Indepais), a Superintendência Nacional de Custos e Preços, as Forças Armadas e os conselhos comunais a "reforçarem o cumprimento estrito da lei". "A partir deste momento, para aqueles negócios que se comprove que são participantes em planos especulativos, de açambarcamento e sabotagem, vou atuar com mão dura e vou intervir (administrativamente) de maneira direta e vou entregá-los às comunas", disse. Por outro lado, anunciou a ativação do programa de assistência Plano Mercal (Mercado de Alimentos) Comunal que "chegará à casa do povo organizado em comuna", apelando ao registo nacional, à organização dos conselhos comunais e à implementação de programas da revolução. Maduro frisou ainda que está em curso uma "guerra económica para provocar que o povo se irrite e um dia saia à rua, como a 27 de fevereiro", em alusão à "explosão social" de 1989, contra um pacote de medidas económicas anunciadas pelo falecido presidente Carlos Andrés Pérez, que ficou conhecida como 'El Caracazo', e durante a qual milhares de pessoas forma assassinadas. "A burguesia não sabe que se isso acontece serão outros objetivos diferentes dos desse dia", afirmou.