Presidente ucraniano demite 28 funcionários dos serviços secretos
Ucrânia
19 de jul. de 2022, 11:43
— Lusa/AO Online
Zelensky pretende realizar
uma "análise aprofundada" de todo o serviço, segundo vídeo publicado
pelo Presidente ucraniano na segunda-feira à noite.Tal revisão será feita "em diferentes níveis e diferentes perspetivas", acrescentou Zelensky no vídeo.A
expulsão dos 28 membros do SBU segue o anúncio da destituição da
procuradora-geral, Iryna Venediktova, e do chefe do SBU, Ivan Bakanov,
demitidos em 17 de julho.Ambas as
demissões ainda precisam ser ratificadas pelo Parlamento, já que, de
acordo com a Constituição ucraniana, o Presidente não tem o poder para
os destituir dos seus cargos.A decisão de
Zelensky representou a maior remodelação do seu Governo desde o início
da invasão russa, em 24 de fevereiro, e afetou duas pessoas intimamente
ligadas à sua carreira política.Zelensky
sublinhou que mais de 60 funcionários do Ministério Público e do Serviço
de Segurança ucraniano, que eram supervisionados pelos demitidos,
permaneceram nos territórios ocupados e "trabalham contra o nosso
Estado".O Presidente ucraniano disse
também que foram detetadas ligações entre as forças de segurança
ucranianas e os serviços especiais da Rússia, o que "constituiu um crime
contra os fundamentos da segurança nacional".Segundo
a imprensa local, Zelensky assegurou que "foram registados 651
processos criminais por alta traição e colaboração entre funcionários de
procuradores, órgãos de investigação e outros órgãos encarregados de
fazer cumprir a lei"."Tal conjunto de
crimes contra a segurança nacional e as conexões entre os funcionários
dos serviços secretos ucranianos e russos levantam questões muito sérias
sobre a liderança dessas agências", acrescentou Zelensky.Iryna
Venediktova, procuradora-geral desde março de 2020, foi repetidamente
criticada pela sua suposta incapacidade de processar casos de alto
nível.Bakanov, amigo de infância e ex-funcionário de Zelensky, foi nomeado chefe da SBU em agosto de 2019.