Presidente israelita aplaude decisão de permitir ajuda em Gaza
Médio Oriente
19 de mai. de 2025, 11:14
— Lusa/AO Online
Ao saudar a decisão do Governo de Benjamim
Netanyahu, de extrema-direita, Herzog descreveu-a crítica para "manter
as condições humanas básicas" que permitem ao exército israelita "manter
as suas capacidades militares e operar em conformidade com o direito
internacional"."Aplaudo a decisão do
governo israelita de reiniciar a transferência de ajuda humanitária, que
é fundamental para manter as condições humanas básicas. Isto
permite-nos manter a nossa humanidade no meio desta tragédia", afirmou o
Presidente israelita durante um discurso no Congresso Judaico Mundial,
em Jerusalém. “Israel está a enfrentar um
inimigo cruel e sinistro que torturou vidas inocentes, queimou, mutilou e
raptou os nossos irmãos e irmãs. Nós somos melhores. Não permitiremos
que o nosso inimigo nos desumanize. Temos de ser melhores. Vamos sempre
liderar com a nossa humanidade", afirmou.Herzog
reconheceu que o país atravessa "momentos devastadores e sem
precedentes" em consequência da "dor e agonia infligidas ao país"
durante os atentados de 07 de outubro de 2023, perpetrados pelo
Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outros grupos palestinianos,
que fizeram cerca de 1.200 mortos e permitiram o sequestro de cerca de
250 pessoas, segundo as autoridades israelitas.O Presidente de Israel sublinhou também a necessidade de libertar os reféns ainda detidos em Gaza. "Encontramo-nos
e estamos em contacto, quase de hora a hora, com familiares dos detidos
e lutamos pela libertação imediata de cada um dos reféns", disse, ao
mesmo tempo que aplaudia o trabalho dos soldados israelitas destacados
em Gaza.Domingo, o exército israelita
anunciou no domingo o início de uma ofensiva adicional "extensa" no
norte e no sul de Gaza, no âmbito da operação "Gideon's Chariots". Pouco
depois, Netanyahu ordenou a retoma da ajuda humanitária a Gaza,
bloqueada desde 02 de março, cerca de duas semanas antes de as tropas
israelitas terem quebrado o cessar-fogo de janeiro com o Hamas.No
entanto, o próprio Netanyahu afirmou que as tropas israelitas
"tomarão toda a Faixa de Gaza" e defendeu a decisão de autorizar a
entrada de ajuda humanitária na Faixa, após mais de dois meses de
bloqueio, reconhecendo que esta medida é o resultado da pressão exercida
sobre o seu governo pelos seus aliados, tendo em conta o agravamento da
crise humanitária no enclave devido às ações de Israel.