Presidente francês recebe Volodymyr Zelensky em Paris na segunda-feira
14 de nov. de 2025, 13:31
— Lusa/AO Online
O encontro entre
os dois líderes em Paris "permitirá a reafirmação do compromisso de
longo prazo da França com a Ucrânia e a manutenção do ritmo dos
trabalhos empreendidos sobre a questão das garantias de segurança" que
podem ser fornecidas pelos aliados de Kiev, afirmou a Presidência
francesa num comunicado.Esta é nona visita de Zelensky a França desde o início da guerra iniciada pela Rússia em 2022.A
visita permitirá ainda "discussões sobre os desafios da cooperação
bilateral, particularmente nos setores da energia, economia e defesa".A
"coligação de países dispostos", que reúne cerca de trinta nações,
sobretudo europeus, que apoiam a Ucrânia, reuniu-se pela última vez em
Londres, em 24 de outubro. Os aliados de
Kiev estavam determinados a aumentar a pressão sobre Moscovo. O
primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em particular, pediu que se
"concluísse o trabalho" de utilização de ativos russos congelados para
financiar a defesa da Ucrânia.As garantias
de segurança previstas para a Ucrânia, desenvolvidas ao longo de meses
por esta coligação, incluem o apoio ao Exército de Kiev e às suas forças
terrestres, marítimas e aéreas. No entanto, continuam a depender de do fim das hostilidades, o que é altamente improvável. As
conversações de paz entre Kiev e Moscovo estão paradas, uma vez que a
cimeira planeada para Budapeste entre o Presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, e o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, não se
realizou. Um ataque russo com mísseis e
drones, visando principalmente vários bairros de Kiev, matou pelo menos
quatro pessoas, anunciou o primeiro-ministro Zelensky, enquanto
Moscovo declarou ter destruído mais de 200 drones ucranianos no seu
território. Dando continuidade à sua
ofensiva iniciada em 2022, a Rússia, com as suas forças mais bem
equipadas e numerosas, está a avançar no leste da Ucrânia e tem
intensificado os seus bombardeamentos às infraestruturas civis e
energéticas ucranianas e à rede ferroviária há semanas, à medida que as
temperaturas baixam com a aproximação do inverno.