Presidente executivo da companhia aérea cessa funções de imediato
TAP
3 de jul. de 2020, 06:27
— Lusa/AO Online
“Ao dia de hoje não temos
resposta a todas essas questões [sobre a nova equipa de gestão da TAP],
sobre quando teremos uma nova equipa e quando é que essa equipa de
transição assumirá funções”, começou por referir o ministro, para
precisar, no entanto, que o atual presidente executivo da companha aérea
“terá de ser subsitituído”.Falando na
conferência de imprensa em que foi anunciado que o Governo chegou a
acordo com os acionistas privados da TAP passando a deter uma
participação de 72,5% na companhia área, o ministro disse ainda que a
permanência de Antonoaldo Neves na empresa “não faria sentido”, tendo em
conta que o acordo hoje alcançado formaliza a saída do acionista
responsável pela contratação do gestor, o empresário David Neeleman. Com
o acordo alcançado, o Estado reforça na empresa, com a aquisição da
participação de David Neeleman, por 55 milhões de euros, de 50% para
72,5%. Questionado sobre se já há um nome
para subsitituir Antonoaldo Neves, Pedro Nuno Santos referiu que o
Governo já "iniciou o processo de reflexão".Questionado
também sobre se os restantes elementos da Comissão Executiva da TAP se
manterão em funções, durante o período de transição e até que seja
recrutada uma equipa qualificada e especializada, o ministro não avançou
detalhes.“Teremos uma solução transitória que será anunciada em momento próprio. Neste momento dizemos apenas que o CEO sai”, precisou.Pedro
Nuno Santos explicou que o plano do Governo passa por contratar uma
empresa para procurar no mercado internacional uma equipa de gestão
qualificada para a TAP. “O Estado não vai
gerir a TAP. Faremos um processo de seleção contratando uma empresa que
tem no quadro da sua atividade procurar no mercado internacional uma
equipa qualificada para gerir a TAP”, precisou o ministro.“A TAP precisa de uma gestão qualificada e a TAP terá uma gestão qualificada”, referiu.Depois deste acordo, o Estado fica com 72,5% da TAP, o empresário Humberto Pedrosa 22,5% e os trabalhadores os restantes 5%.