Presidente eleito da Câmara do Funchal assegura continuidade da empresa FrenteMar
30 de set. de 2021, 14:48
— Lusa/AO Online
“Ao contrário das mentiras
que andaram por aí a dizer, quero-vos garantir que não vamos acabar com a
empresa municipal”, afirmou aos trabalhadores durante uma visita à sede
da empresa, citado em comunicado.A
coligação PSD/CDS-PP, encabeçada por Calado, venceu no domingo as
eleições autárquicas no Funchal, a maior autarquia da Madeira,
conquistando seis mandatos, enquanto a coligação Confiança (PS, BE, MPT,
PDR e PAN), que tinha como cabeça de lista o atual presidente da
câmara, Miguel Silva Gouveia, conseguiu cinco mandatos.Acompanhado
do vereador eleito Bruno Pereira, Pedro Calado "fez questão de
tranquilizar os trabalhadores", transmitindo-lhes que está, neste
momento, "a estudar uma solução no sentido de viabilizar a empresa que
gere as praias e os complexos balneares do concelho”.O
novo presidente do município argumenta ainda o PSD/CDS “sempre foi
contra a dissolução da empresa”, recordando que estes partidos chumbaram
a proposta relativa à sua dissolução na Assembleia Municipal, “como
forma de salvaguardar os postos de trabalho e proteger os direitos dos
trabalhadores”. Na informação, é afirmado
que não será colocado em risco "o funcionamento da empresa por pessoas
que neste momento estão a receber ordenados e não estão a trabalhar”.“O
que está bem será mantido, o que está mal será mudado. Vamos organizar
os serviços, impondo um regime de igualdade e justiça para todos. Temos
tudo para prestar um bom serviço à população”, acrescenta.Pedro
Calado salientou que pretende “imprimir uma cultura de serviço público
que dignifique a empresa”, apelando ao empenho dos trabalhadores no
cumprimento dos seus deveres na prestação do serviço aos utentes.Pedro
Calado, como havia anunciado, tem desenvolvido uma série de visitas aos
serviços da autarquia para contactar os trabalhadores e inteirar-se dos
problemas ou necessidades que possam existir.A
empresa municipal FrenteMar Funchal, constituída em 2004, é detida a
100% pela Câmara Municipal do Funchal, tendo por “objeto social a gestão
das praias, complexos balneares e espaços públicos e estacionamentos
públicos do concelho do Funchal”A 14 de
dezembro de 2020, os grupos municipais do PSD e do CDS chumbaram a
proposta do executivo camarário, presidido por Miguel Silva Gouveia, da
coligação Confiança, de dissolução da FrenteMar.Na
altura, o presidente do município anunciou que o processo seria
remetido às entidades responsáveis – a Direção-Geral da Administração
Local (DGAL), o Tribunal de Contas e o Ministério Público - para
procederem “à dissolução coerciva da FrenteMar”.A
FrenteMar Funchal emprega 115 trabalhadores e passou por "períodos
conturbados de gestão financeira complexa" desde a sua criação, em 2004,
quando a autarquia era governada pelo PSD, disse na altura o
responsável municipal.Em 2013, quando os
social-democratas perderam as eleições para a coligação Mudança, recaía
sobre a empresa uma sugestão de encerramento por parte do Tribunal de
Contas.O executivo municipal injetou,
desde então, cerca de 1,1 milhões de euros, mas a empresa continuou a
apresentar resultados negativos, pelo que, em janeiro de 2020, iniciou o
processo de dissolução.De acordo com os dados disponibilizados, esta empresa detém dívidas estimadas em 1,7 milhões de euros.