Presidente do Tribunal de Contas considera que contas públicas estão “melhores”
10 de out. de 2022, 13:47
— Lusa/AO Online
“Se
comparamos as contas públicas hoje com as de há 30 anos, hoje são muito
melhores porque recorremos a um modelo contabilístico muito mais
sofisticado”, apesar “dos erros e dificuldades”, declarou José Tavares.O
responsável falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem do 1.º
Encontro de Jovens Auditores da Organização dos Tribunais de Contas da
CPLP, promovido pela Secção Regional dos Açores do Tribunal de Contas,
que tem como tema "O auditor do futuro".Em
debate estão questões como a transformação digital, a qualificação
técnica e os novos modelos de organização do trabalho e seu impacto nas
auditorias, entre outros temas.José
Tavares considerou que “hoje as sociedades têm defesas – e o Tribunal de
Contas é uma delas – no sentido de garantir a fiabilidade das contas
públicas".Para o responsável, apesar dos
novos desafios e das novas tecnologias de informação, “há algo que nunca
poderá mudar num auditor, que é a independência, a objetividade, a
imparcialidade, a competência” e, “acima de tudo, terem um comportamento
ético exemplar”. O presidente do Tribunal
de Contas considerou que a instituição “tem que dar o exemplo senão
perde a sua autoridade para recomendar e criticar os outros”.No
encontro esteve também presente Walton Rodrigues, secretário-geral da
OISC-CPLP, organização que reúne os tribunais de contas de Angola, do
Brasil, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, o Tribunal Administrativo de
Moçambique, o Tribunal de Contas de Portugal e o Supremo Tribunal de
Justiça de São Tomé e Príncipe.A OISC-CPLP é a Organização das Instituições Supremas de Controle das Comunidades de Países de Língua Portuguesa.O
secretário-geral da OISC-CPLP, também em declarações aos jornalistas,
considerou a “própria sobrevivência das instituições derivam da
superação dos desafios que são impostos”.O
responsável identificou como os maiores desafios que se colocam aos
tribunais e auditores a “vastidão das necessidades do controle, da
fiscalização de todas as áreas de ação governamental”.O
presidente da OISC-CPLP, Amadú Tidjane Baldé, declarou, por seu turno,
que com a “quarta revolução industrial, com fortes mudanças
tecnológicas, os auditores têm que ter o domínio das novas tecnologias”,
adaptando-se face a novos desafios como as alterações climáticas ou
questões relacionadas com a demografia colocam.“Face
a estas novas questões que vão surgindo, os auditores têm que se
readaptar e reinventar para poderem ter as competências técnicas e
exercer a função de uma forma mais eficaz e eficiente para que o produto
que sai dos tribunais de contas ou da instâncias superiores de controlo
possam contribuir para a mudança na vida dos cidadãos”.