Presidente do PS avisa que "não é colocando o carro à frente dos bois" que se ganham eleições
8 de set. de 2022, 10:20
— Lusa/AO Online
“O
aviso é este: não é colocando, como às vezes vejo, por exemplo, no caso
das eleições presidenciais, o carro à frente dos bois que
ultrapassaremos com êxito essas sucessivas eleições. Dependeremos sempre
do nosso bom desempenho na satisfação das necessidades e das ambições
dos portugueses”, afirmou Carlos César, na Academia Socialista, na
Batalha, distrito de Leiria.Antes, o dirigente socialista referiu que o partido tem pela frente “um exigente calendário eleitoral”. “Para
o ano na Madeira, no ano seguinte as eleições regionais dos Açores e do
Parlamento Europeu. A seguir, ainda em 2025, as eleições para as
autarquias locais”, disse Carlos César, apontando, em 2026, “antes ainda
das eleições legislativas nacionais, as eleições presidenciais”.Considerando
que as vitórias do PS “resultam e resultarão sempre da qualidade” do
trabalho, o dirigente realçou que, “por isso, só há um caminho para o
sucesso do Partido Socialista, ouvir e atender as pessoas, governar bem,
governar com verdade e melhorar as respostas da administração”.Carlos
César realçou também que a missão do PS é, “de olhos bem abertos e
ouvidos bem atentos, governar bem, governar com orientação, governar com
disciplina, ou seja, com critério”.Perante
dezenas de jovens, Carlos César reconheceu que “é fácil cair na
tentação de desmerecer o presente e o percurso que já foi feito e
encontrar uma expiação coletiva, responsabilizando tão-somente os
políticos e até a democracia”.“Mas só a
ignorância, a ignorância que devemos combater, pode fazer desmerecer
todos os progressos que temos alcançados com a democracia”, afirmou,
para lembrar que em 24 de março, Portugal atingiu “uma meta histórica”,
passando “a ter mais tempo de democracia” do que tempo vivido em
ditadura.“Estamos aqui hoje, por exemplo,
reunidos sem que nos chegue o garrote da ditadura, sem que a polícia
invada esta sala, sem que nos chegue a ditadura e encostados à
liberdade, sem constrangimentos. E essa é, de facto, uma diferença
fundamental que devemos reter, porque as ditaduras e os regimes
autocráticos não são um caso do passado”, advertiu, pedindo: “Temos de
continuar atentos e temos de preservar este valor enorme que é o da
liberdade, do pluralismo e do exercício livre da atividade política”.A
Academia Socialista, uma iniciativa de formação e reflexão política
para jovens, que hoje começou na Batalha e termina no domingo em Leiria,
é uma organização do PS, JS e grupo dos eurodeputados socialistas
portugueses.