Presidente do parlamento açoriano propõe apoios para pescadores de toda a Europa
9 de jul. de 2025, 09:31
— Lusa/AO Online
“Nós
estivemos reunidos para consensualizar um memorando de entendimento
sobre o próximo quadro plurianual, e não havia nenhuma referência às
áreas marinhas protegidas, e entendemos, por isso, dando como exemplo o
caso dos Açores, que devia ficar sinalizada uma eventual comparticipação
e apoio aos pescadores, pela perda de rendimentos”, justificou o
parlamentar açoriano, em declarações à Lusa.Luís
Garcia recordou que os Açores foram “pioneiros” na Europa ao aprovarem o
alargamento para 30% das áreas marinhas protegidas no arquipélago, mas
que a preservação ambiental tem também de contemplar um apoio aos
profissionais da pesca que venham a ser penalizados por não poderem
exercer a atividade.“Reconhecemos a
importância das áreas marinhas protegidas e da preservação do meio
ambiente, mas, neste contexto, é igualmente fundamental salvaguardar os
rendimentos das comunidades locais. São estas especificidades, que
envolvem as Regiões Ultraperiféricas (RUP), que devem ser consideradas
nas políticas europeias”, explicou o deputado açoriano.A
proposta apresentada pelo social-democrata Luís Garcia, incluída no
capítulo dedicado à “dimensão marítima, pesqueira e de aquicultura” do
manifesto conjunto elaborado pela CALRE, pretende também que as
políticas europeias tenham um “impacto justo e efetivo no
desenvolvimento regional”.A par da
proposta apresentada pelo parlamento açoriano, foram também aprovadas
outras medidas relevantes no contexto das RUP, nomeadamente a criação de
um Programa de Opções Específicas para o Isolamento e a Insularidade
(POSEI) no setor dos transportes, "com financiamento adequado", que
assegure melhores condições no transporte de passageiros e de
mercadorias.“Foi também aprovada uma
adaptação do Fundo Europeu para os Assuntos Marítimos, a Pesca e a
Aquicultura, com o objetivo de garantir rendimentos justos para
pescadores e armadores, apoiando a renovação das frotas, melhorando o
desempenho energético e prevendo compensações para o abate de
embarcações essenciais à reestruturação do setor”, adiantou Luís Garcia.O
manifesto conjunto, que será agora enviado à Comissão Europeia, reúne
contributos de oito países e cerca de 70 parlamentos regionais que
integram a CALRE.