Presidente do Governo dos Açores vai receber sindicatos de professores

14 de nov. de 2017, 08:46 — Lusa/AO Online

Segundo a mesma fonte, o convite de Vasco Cordeiro para estas audiências foi enviado hoje, “respondendo, assim, às solicitações de encontros” com o chefe do executivo regional manifestadas pelo Sindicato dos Professores da Região Açores e pelo Sindicado Democrático dos Professores dos Açores.O assunto destas audiências, que vão decorrer na manhã do próximo dia 21, prende-se “com as moções recentemente entregues por estes dois sindicatos ao Governo dos Açores”.O Sindicato dos Professores da Região Açores entregou no final de outubro, na presidência do Governo Regional, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, uma petição com 2.400 assinaturas a reivindicar que o tempo congelado seja contabilizado, tendo solicitado, três dias depois, uma reunião com Vasco Cordeiro.Já na última sexta-feira, o presidente deste sindicato, António Lucas, admitiu a possibilidade de avançar com uma greve a nível regional, caso o executivo açoriano não aceite negociar a recuperação dos anos de serviço congelados.Então, António Lucas disse ainda que o sindicato estava “a ponderar seriamente a possibilidade” de fazer na próxima quarta-feira – data em que a Federação Nacional de Professores (Fenprof) convocou uma greve nacional - uma concentração de docentes junto ao Palácio de Santana, presidência do Governo Regional, e outra junto da Secretaria Regional da Educação e Cultura.No mesmo dia, o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores admitiu também convocar uma paralisação a partir de janeiro, na eventualidade de não ver reconhecidas as reivindicações ao nível da carreira docente, que alegam ter sido penalizada pelas últimas alterações ao estatuto.“Os professores e educadores de infância manifestaram hoje a vontade de se mobilizarem para formas de contestação muito concretas caso não sejam reconhecidos os seus direitos”, afirmou na sexta-feira o presidente do sindicato, José Gaspar, que nesse dia entregou no Palácio de Santana uma moção subscrita por cerca de quatro mil pessoas.