Presidente do Governo dos Açores reconhece condicionamento do clima no abastecimento ao Corvo

Hoje 17:30 — Lusa

Bolieiro considerou que, “nos últimos anos, o risco de falta de abastecimento à ilha do Corvo diminuiu significativamente por uma política ativa que a governação estimulou”.“Mas a verdade é que o clima é o que é e quem manda nos navios são os comandantes”, afirmou aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem do exercício de voto, salvaguardando que aceita os alertas.O presidente da Câmara Municipal do Corvo, nos Açores, Marco Silva, chamou no sábado a atenção para “graves problemas” no abastecimento à ilha, por falta de navio, considerando estar-se "no limite" de bens de primeira necessidade.O autarca reivindicou uma “resposta urgente que permita assegurar o abastecimento extraordinário ou alternativo”.Marco Silva lamentou, ainda, o “desaproveitamento das várias oportunidades, tal como voltou a verificar-se no dia de hoje [sábado]”.De acordo com Bolieiro, o Governo dos Açores “está sempre atento, diligente e vigilante sobre as situações”, sendo que se “procura aproveitar as condições” potenciadas pelo bom tempo para promover o abastecimento de bens.“Mas, às vezes, a opinião popular não é necessariamente aquela que é mais rigorosa em matéria de segurança, que é definida não pelo representante político, mas pelo comandante do navio”, declarou o líder do executivo açoriano.As ilhas das Flores e Corvo, que constituem o grupo Ocidental, situadas já na placa americana, são frequentemente fustigadas por condições climatéricas adversas que condicionam o abastecimento de bens por via da atracagem de navios.