Presidente do Governo dos Açores quer criar Estatuto dos Bombeiros na região
12 de mai. de 2021, 10:25
— Lusa/AO Online
“Este
Governo é sensível, quer no quadro legislativo, para dignificar o
exercício das associações e dos bombeiros – aqui, como foi referido,
quanto ao estatuto, que esperamos construir com bom diálogo, concertação
e boas sugestões dos próprios, e também com a nossa perspetiva jurídica
e institucional de valorização e dignificação da carreira e do
exercício profissional –, bem como a suficiência do cofinanciamento do
erário público para o funcionamento das instituições e a componente
formativa contínua destas associações”, afirmou José Manuel Bolieiro.O
líder do executivo regional falava aos jornalistas, no Palácio de
Santana, onde recebeu uma comitiva da Associação Humanitária de
Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada (AHBVPD).Bolieiro
respondia ao presidente desta associação, João Paulo Medeiros, que
levou àquela reunião “assuntos que se arrastam já há algum tempo e que
carecem, portanto, de atenção e de resolução”.“Desde
logo, a questão pertinente do Estatuto dos Bombeiros, o estabelecimento
do subsídio de risco para a profissão de bombeiro e também o impacto
financeiro que a covid-19 teve nas contas da Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada e que, apesar da resolução
aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa Regional, carece
ainda de implementação”, concretizou.João
Paulo Medeiros adiantou que a AHBVPD “teve um impacto financeiro na
ordem das centenas de milhares de euros” devido à pandemia de covid-19 e
precisa, por isso, “da ajuda do Governo” e da “sensibilidade do senhor
presidente do Governo, para que estas questões pertinentes possam ser
resolvidas a curto prazo”.Para José Manuel
Bolieiro, o financiamento a estas associações “não pode dispensar
também um olhar atento aos equipamentos e meios disponíveis, que é
preciso, não só, manter, renovar e acrescentar”.O
presidente do Governo Regional acredita que, “com a boa sensibilização e
o recenseamento de todas estas situações”, será possível “aproveitar
este período de transição de fundos comunitários disponíveis para
cofinanciamentos” e “planear, na sua plurianualidade, estes
investimentos e este cofinanciamento comunitário”.O
social-democrata deixou ainda a garantia de que “o XIII Governo é
sensível a todas as propostas” destas associações, assumindo que a
tutela, a Secretaria Regional da Saúde e do Desporto, tem
“responsabilidade e disponibilidade para, em diálogo, acompanhar todas
estas sugestões e propostas”.